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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Religião e Bebês

Religião e Bebês


O que as ciências e as estatísticas dizem da relação entre religião e taxas de natalidade? Tantas coisas interessantes estão acontecendo hoje no mundo e o milagre do nascimento está sempre deslumbrando cientistas e religiosos pelo mundo. Será um bom tema para um PodSaber futuro não acham?

Acompanhem estes dois videos sensacionais do TEDx e deixem sua opinião.




VÁCUO QUÂNTICO NA OBRA MEDIÚNICA ESPÍRITA?

Vejam esta belíssima poesia do espírito Augusto dos Anjos


Homem-célula

Homem! célula ainda escravizada
Nos turbilhões das lutas cognitivas,

Egressa do arsenal de forças vivas  

Que chamamos – estática do Nada
.
Sob transformações consecutivas,
Vem dessa Origem indeterminada,
Onde se oculta a luz indecifrada
Dos princípios das luzes coletivas.
Vem através do Todo de elementos,
Em sucessivos aperfeiçoamentos,
Objetivando a personalidade,
Até achar a perfeição profunda
E indivisível, pura, e se confunda,
No transcendentalismo da Unidade.

(Esta poesia foi psicografada pelo espírito do grande poeta Augusto dos Anjos, através do médium Francisco Cândido Xavier. Ela se encontra no primeiro livro psicografado pelo Chico Xavier que é o PARNASO DE ALÉM TÚMULO.)

Esta poesia está carregada de profundos significados e mensagens, mas no momento quero chamar a atenção para o seguinte ponto: "Egressa do arsenal de forças vivas"
"Que chamamos – estática do Nada"
Estática nos remete a CAMPO ELETROSTÁTICO ao qual está associada a ENERGIA. Então, ESTÁTICA DO NADA pode, como possibilidade, significar A ENERGIA  DO “NADA” ( e vejam que o espírito colocou o N da palavra Nada com letra maiúscula nos chamando a atenção, como possibilidade e dentre outras possíveis interpretações, para o fato de que este NADA É UMA FONTE DE CRIAÇÃO, não é um nada, é um PLENUUM), que tem tudo a ver com o VÁCUO QUÂNTICO. Essa ESTÁTICA DO NADA é um ARSENAL DE FORÇAS VIVAS criadoras.
Estaria o espírito de Augusto dos Anjos falando do Vácuo Quântico como elemento criador, como elemento criador de realidades físicas, como fonte de criação Divina, como expressão criativa, DE CRIAÇÃO, das LEIS DIVINAS?

Do livro dos Espíritos temos a seguinte questão respondida pelos Espíritos:

36. O vácuo absoluto existe em alguma parte no Espaço universal?

“Não, não há o vácuo. O que te parece vazio está ocupado por matéria que te escapa aos sentidos e aos instrumentos.”

A física de hoje não acredita na existência do “NADA”. O “NADA” é um PLENUUM, pleno de POTENCIALIDADES, pleno de POSSIBILIDADES, PLENO DE CRIAÇÕES, PLENO DE CAPACIDADE PARA CRIAR. O Vácuo Quântico, como temos mostrado, é a fonte geradora, criadora, e sustentadora, do nosso Universo e de tudo que existe nele, É A FONTE DE CRIAÇÃO DA REALIDADE FÍSICA DO NOSSO UNIVERSO.
Como já foi dito, Lucrécio, filósofo romano do século I A.C, disse que O NADA NÃO CRIA NADA.

Dauro Mendes


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terça-feira, 27 de novembro de 2012

SERÁ QUE O VÁCUO QUÂNTICO GERA, CRIA, E SUSTENTA A NOSSA REALIDADE FÍSICA? PARECE QUE SIM!

Amigos, segue texto, abaixo desta introdução, publicado numa das principais revistas científicas do mundo que é a Science, fortalecendo as evidências de que é do Vácuo Quântico, esse OCEANO DE POTENCIALIDADES, DE POSSIBILIDADES, DE INFORMAÇÕES CRIADORAS, que tudo que existe no nosso universo surge, é o Vácuo Quântico que gera toda a energia e consequentemente toda a matéria do nosso universo. A nossa matéria vem, surge, é gerada, DE UMA ORDEM PROFUNDA, TOTALMENTE INVISÍVEL A NÓS, UM CAMPO DE REALIDADE PROFUNDA, que da nossa perspectiva é uma perfeita abstração. A esta ORDEM PROFUNDA, o grande físico do século XX Henri Margenau chamou de CAMPOS ABSOLUTAMENTE "IMATERIAIS", o grande prêmio nobel de física e um dos pais da mecânica quântica Paul Dirac chamou de O GRANDE OCEANO DE ENERGIA INVISÍVEL (o qual gera a nossa realidade que, segundo Dirac, seria uma espuma, uma pequena película, " boiando" na superfície deste OCEANO INVISÍVEL) e o grande mestre da física quântica David Bohm chamou de ORDEM IMPLÍCITA que gera a nossa realidade objetiva que ele chama de ORDEM EXPLÍCITA.

  Isto chama pelo DIVINO. A ciência, cada vez mais, está levantando os véus de Ísis. "Os ateus e materialistas", como diz EMMANUEL no prefácio de " Nos Domínios da Mediunidade", "estão ficando sem a base que lhes assegurava as especulações negativistas" que é a matéria no seu conceito antigo, pois a matéria vista pela ciência de hoje, é um efeito de segunda ordem, um efeito secundário, possivelmente CRIADO E SUSTENTADO POR UMA REALIDADE E ORDEM PROFUNDA, INVISÍVEL  E " IMATERIAL" da nossa perspectiva de universo, da nossa perspectiva de "realidade" na qual vivemos.

DAURO MENDES

 

Confirmado: a matéria é resultado de flutuações do vácuo quântico





[Imagem: Forschungszentrum   Julich/Seitenplan/NASA/ESA/AURA-Caltech]


A teoria de que a matéria não tem fundações tão firmes quanto sugerem termos como "concreto" e "sólido" não é tão nova. Mas esta é a primeira vez que os cientistas conseguiram demonstrar que a matéria se origina de meras flutuações do vácuo quântico.

Modelo Padrão da Física

Uma equipe internacional de físicos demonstrou de forma conclusiva que o Modelo Padrão da física das partículas - a teoria que descreve as interações fundamentais das partículas elementares para formar toda a matéria visível no universo - explica com precisão a massa dos prótons e dos nêutrons.
"Mais de 99% da massa do universo visível é formado por prótons e nêutrons," afirma o estudo, publicado na revista Science. "Esses dois tipos de partículas são muito mais pesados do que os quarks e glúons que as constituem, e o Modelo Padrão da física deve explicar essa diferença."

O que faz com que a matéria seja matéria?

Cada próton e cada nêutron é formado por três quarks. Ocorre que esses três quarks juntos respondem apenas por 1% da massa de todo os prótons ou nêutrons. A explicação conclusiva que faltava era: Então, o que responde pelo restante da massa dessas partículas? Em outras palavras, "O que faz com que a matéria seja matéria?"
O Dr. Andreas S. Kronfeld explica que, como os núcleos atômicos formam quase todo o peso do mundo, e como esses núcleos são compostos de partículas chamadas quarks e glúons, "os físicos acreditam há muito tempo que a massa do núcleo atômico tem sua origem na complicada forma com que os glúons se ligam aos quarks, conforme as leis da cromodinâmica quântica (QCD - Quantum ChromoDynamics)."

Partículas virtuais

Os glúons são uma espécie de "partículas virtuais," que surgem e desaparecem de forma aleatória. O campo formado por essas partículas virtuais seria responsável pela força que une os quarks - a chamada força nuclear forte.
Ocorre que, como o número de interações reais e virtuais entre quarks e glúons é estimada na casa dos trilhões, é incrivelmente difícil, ou até mesmo impossível, usar as equações da QCD (cromodinâmica quântica) para calcular a força nuclear forte.
Os pesquisadores então criaram uma nova técnica, batizada por eles de Rede QCD, na qual o espaço é representando na forma de uma rede discreta de pontos, como os pixels de uma tela de computador. Este modelo permitiu que os cientistas incorporassem toda a física necessária e deu a eles o controle das aproximações numéricas e da taxa de erros nos cálculos da massa dos hádrons - prótons, nêutrons e píons.
A rede QCD reduz toda a complexidade das equações virtualmente insolúveis em um conjunto de integrais, que puderam ser programadas para solução em um programa de computador.
Isto permitiu que, pela primeira vez, os físicos incluíssem em seus cálculos as interações quark-antiquark, uma das maiores complexidades da força nuclear forte. Agora, além dos glúons, eles sabem que a massa dos quarks-antiquarks se origina da flutuação do vácuo quântico.

Diferença entre acreditar e saber

Conforme os pesquisadores, agora é possível eliminar a expressão "os físicos acreditam", substituindo-a por "os físicos sabem", quando o assunto é a QCD.
Segundo o Dr. Kronfeld, os cálculos revelaram que, "mesmo se a massa dos quarks for eliminada, o massa do núcleo não varia muito, um fenômeno algumas vezes chamado de 'massa sem massa'."

Toda a matéria do universo é virtual

A forma como a natureza cria a massa dos quarks é um dos assuntos de maior interesse dos físicos que irão trabalhar no Grande Colisor de Hádrons, o LHC,, que deverá começar a funcionar em 2009.
O LHC vai tentar confirmar experimentalmente a existência do chamado campo de Higgs (ELE PRATICAMENTE JÁ FOI CONFIRMADO EM 2012), que explica a massa dos quarks individuais, dos elétrons e de algumas outras partículas. Ocorre que o campo de Higgs também cria a massa a partir das flutuações do vácuo quântico.
Ou seja, com a atual confirmação de que a massa dos glúons e quarks-antiquarks tem sua origem na flutuação do vácuo quântico, se o LHC confirmar a existência do campo de Higgs (ELE PRATICAMENTE JÁ FOI CONFIRMADO EM 2012), então a conclusão inevitável será de que toda a matéria do universo é virtual, originando-se de meras flutuações de energia.

Bibliografia:



The Weight of the World Is Quantum Chromodynamics
Andreas S. Kronfeld
Science21 November 2008
Vol.: 322, Issue 5905 - pp. 1198-1199



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sexta-feira, 23 de novembro de 2012

REALIDADES FÍSICAS QUE PODEM EXISTIR ALÉM DO NOSSO ESPAÇO-TEMPO, ALÉM DO NOSSO UNIVERSO FÍSICO

Vejam este sensacional artigo que transcrevo abaixo.

Nicolas Gisin, que como já lhes disse é a décadas um dos maiores físicos quânticos, é também um dos autores deste preciosíssimo artigo. 

Este trabalho foi publicado na Nature Physics que é uma das mais importantes revistas de publicações científicas do mundo.

O importantíssimo artigo, que se seguirá a esta introdução, nos traz mais evidências de que "Há muito mais entre o céu e a terra, do que supõe a nossa vã filosofia", como disse muito bem William Shakespeare, famoso dramaturgo inglês. É como Emmanuel nos fala no prefácio do livro "Nos domínios da Mediunidade", que "os cientistas estão se tornando sacerdotes do espírito, sem o desejarem...".

No artigo abaixo, estes sensacionais físicos a quem muito agradecemos por suas fantásticas descobertas que estão nos ajudando a nos instrumentalizarmos e a nos armarmos com as ferramentas das descobertas que a ciência está nos dando, para com elas fundamentarmos o ESPIRITISMO, sempre dentro de possibilidades e dentro do razoável; no artigo abaixo eles nos falam das conclusões a que estão chegando através da sua ciência da possível existência de realidades físicas fora do nosso ESPAÇO-TEMPO, fora do nosso universo físico. Esta linha de pesquisa deles, usando a Mecânica Quântica, principalmente a Não-Localidade e o Emaranhamento Quântico, é mais uma evidência a favor da existência destas outras possíveis realidades físicas existentes fora do nosso universo, evidência que se somam a outras evidências trazidas por outras áreas da física, como a das pesquisas sobre a existência de universos paralelos; como as das pesquisas sobre o Vácuo Quântico que cria, gera, e sustenta o nosso universo físico; como as das pesquisas e descobertas existentes em outras áreas da Mecânica Quântica que fundamentam a possível existência dos universos, realidades e planos de existências, paralelos; como também as contribuições da Teoria Cosmológica Inflacionária  que nos levam nesta direção, implicando obrigatoriamente na existência de universos paralelos, e como a teoria da Relatividade Geral de Einstein também faz o mesmo, nos levando a considerar como possível, estas realidades físicas paralelas à nossa. Também as pesquisas sobre a existência possível de outras dimensões físicas de espaço, nos levam a acreditar que pode existir muito mais coisas além do que vemos e tocamos, e claro que não podemos nos esquecer das pesquisas sobre a matéria escura que apontam também na direção de possíveis universos paralelos, dentre outras coisas. Como já disse Murray Gell-Mann, prêmio nobel de física, a física mais impressionante acontece no INVISÍVEL. Só conhecemos, pouco e relativamente, apenas 4% do nosso universo e o resto, 96% dele, nos é invisível e completamente desconhecido.

Então falar da possível existência de realidades físicas além do nosso universo físico, além do nosso espaço-tempo, incluindo aí o próprio conceito de PLANO ESPIRITUAL que o Espiritismo nos dá, não é mais absurdo e não é mais somente assunto e tema do domínio da filosofia e da Religião. É assunto, objeto, e matéria de estudos muito sério da FÍSICA MODERNA.

Finalizando quero relembrar o que dois gênios da física falaram e que eu cito muito. Primeiramente Paul Dirac, prêmio nobel de física e um dos principais pais da Mecânica Quântica, que diz que a nossa realidade física é gerada, criada, por UM OCEANO DE ENERGIA INVISÍVEL. Em segundo lugar outro gigante da física, David Bohm, que diz que a nossa realidade, que ele chama de ORDEM EXPLÍCITA, é gerada, criada, por uma realidade mais profunda que ele chama de ORDEM IMPLÍCITA.

O que é colocado, apresentado, no texto é que "pode não se tratar apenas de uma teoria mais fundamental, "por baixo" de tudo, mas de uma outra realidade, "por baixo" da realidade do nosso próprio Universo".

Dauro Mendes

"Influências escondidas" podem existir além do espaço-tempo



Pode não se tratar apenas de uma teoria mais fundamental, "por baixo" da Relatividade e da Mecânica Quântica, mas de uma outra realidade, "por baixo" da realidade do nosso próprio Universo.[Imagem: Yasdani Group/Princeton] 


Físicos estão propondo um experimento que pode nos obrigar a fazer uma escolha entre explicações radicais para descrever a natureza e o comportamento do Universo. 

Explicações muito mais radicais do que a recentemente demonstrada natureza fundamental das partículas quânticas

Se o resultado do experimento der um cabalístico 7, então o Universo segue as leis da relatividade de Einstein, tudo se move suavemente e a velocidade da luz continuará sendo o limite universal de velocidade - tudo continuará bem familiar. 

Mas se o resultado superar o 7 - para ser mais exato, se ele chegar a 7,3 - então não apenas os físicos, mas também os filósofos terão que fazer uma convenção mundial para tentar traçar parâmetros para uma forma totalmente nova de pensar o mundo - e superar a velocidade da luz passaria a ser algo trivial. 

Relatividade versus Mecânica Quântica 

O experimento visa responder uma questão que desafia os físicos há um século: Qual é a explicação mais fundamental para a natureza do Universo? 

Seria a Relatividade, seria a Mecânica Quântica, ou haveria algo mais fundamental por baixo de tudo? 


O que Jean-Daniel Bancal e seus colegas agora estão cogitando é que pode não se tratar apenas de uma teoria mais fundamental, "por baixo" de tudo, mas de uma outra realidade, "por baixo" da realidade do nosso próprio Universo. 


Quando duas ou mais partículas ficam entrelaçadas, tudo o que acontecer a uma imediatamente afeta a outra, independentemente da distância que as separe. [Imagem: Timothy Yeo/CQT/National University of Singapore] 

Universo não-local 

A Teoria da Relatividade está longe de ser simples, mas, em um campeonato de estranhices, a Mecânica Quântica ganha disparado. 

Então, se a natureza quântica do mundo for confirmada, o que isso significaria? 

Há duas possibilidades. 

A primeira é confrontar a Relatividade de Einstein e aceitar que é possível mover informações, ou o que seja, mais rápido do que a luz. 

O problema é que a Relatividade é uma teoria extremamente bem-sucedida, e não é fácil encontrar pesquisadores que a questionem frontalmente. Assim, para muitos físicos, esta seria a possibilidade mais radical

Mas dificilmente se poderia negar à outra possibilidade de explicação do mundo o adjetivo "radical". 

A opção restante seria aceitar que existe algum processo subjacente - por assim dizer, "fora" do nosso Universo - que tem um efeito sobre o nosso espaço-tempo equivalente a considerar que uma coisa pode afetar outra, independentemente da distância entre elas, em uma velocidade infinita. 

Seria o efeito borboleta levado ao extremo dos extremos, no sentido de que alguma coisa poderia afetar outra, em qualquer parte do Universo, não como uma cadeia de acontecimentos sucessivos, mas direta e imediatamente. 


Estaríamos então em um Universo marcado pelo que os físicos chamam de "não-localidade". 

Em um Universo não-local, cada pedaço do Universo pode ser conectado a qualquer outro pedaço, em qualquer lugar, instantaneamente - seria algo como a abolição do movimento como fenômeno necessário para interligar dois pontos. 

É claro que isso desafia a nosso senso comum sobre a realidade, representando uma outra solução radical. 

Mas os físicos afirmam que é preferível aceitar essa opção do que a comunicação a uma velocidade mais rápida do que a da luz, porque então eles não teriam nenhum outro fenômeno, e os experimentos mostram que nem neutrinos superam a velocidade da luz


"Nosso resultado dá peso à ideia de que as correlações quânticas surgem, de alguma forma, de fora do nosso espaço-tempo, no sentido de que nenhuma história no espaço e no tempo conseguiria descrevê-las," explicou Nicolas Gisin, da Universidade de Genebra, na Suíça, membro da equipe internacional que está propondo esse desempate entre Relatividade e Mecânica Quântica. 

Como explicar o entrelaçamento quântico 

O experimento propriamente dito consiste em medir as interações não-locais entre quatro partículas quânticas entrelaçadas. 

O entrelaçamento quântico - ou emaranhamento quântico - já está muito bem demonstrado experimentalmente, sendo utilizado, entre outros, na busca pela construção dos computadores quânticos

Quando duas ou mais partículas ficam entrelaçadas, tudo o que acontecer a uma imediatamente afeta a outra, independentemente da distância que as separe. 

E, como isso não é teoria, mas realidade, a questão é como elas fazem isso. 

Aqui também há duas possibilidades. 

A primeira é que elas "combinariam" de antemão a modificação e, por algum processo desconhecido, saberiam exatamente quando sofrer a alteração. Essa proposta tem sido sistematicamente rejeitada por experimentos que mostram violações da chamada inequalidade ( desigualdades de Bell) de Bell. 

A outra opção é que as duas partículas trocariam um "sinal" para que uma soubesse que a outra foi afetada, e alterar-se igualmente. 


Autores da proposta (da esquerda para a direita): primeira fila, Yeong-Cherng Liang e Jean-Daniel Bancal; fila do meio, Antonio Acín e Nicolas Gisin; fila superior, Valerio Scarani e Stefano Pironio. [Imagem: QuantumLah] 

Influências escondidas 

O problema é aceitar que esse "sinal" - essencialmente uma informação, que seria usada pela segunda partícula para alterar-se em resposta a uma alteração da primeira - possa viajar mais rápido do que a luz. 

Por exemplo, se há mesmo uma troca de sinais, no experimento agora proposto, essa informação teria que viajar mais de 10.000 vezes mais rápido do que a velocidade da luz. 

Então a equipe de físicos que propôs o teste embalou junto uma nova teoria: a de que os sinais não seriam informação, mas "influências escondidas" que não seriam usadas para nada (como podemos com o conhecimento científico que temos hoje, que ainda está na sua infância, afirmarmos que estas " influências escondidas" não seriam usadas para nada- assim, elas não violariam a Teoria da Relatividade. 

Se essas influências escondidas existirem de fato, elas poderiam ser deduzidas de um sistema de quatro partículas quânticas entrelaçadas, que estariam conectadas por influências absolutamente fantasmagóricas - de fora do nosso espaço-tempo

É bom lembrar que Einstein chamou o "mero" entrelaçamento quântico de "ação fantasmagórica à distância" - seria interessante saber como ele chamaria essas influências quânticas escondidas, que seria algo como "úteis, mas inservíveis". 

80 dimensões 

Matematicamente, o sistema quântico do experimento proposto é descrito por um objeto de 80 dimensões. 

A inequalidade ( desigualdade) escondida - cujo resultado poderá ser até 7, ou até 7,3 - é o limite da sombra que esse objeto de 80 dimensões projeta sobre 44 dimensões. 


O grupo mostrou que as previsões quânticas podem estar fora desse limite, o que significa que elas estariam indo contra um dos pressupostos. 

Fora do limite, ou as influências não podem ficar escondidas, ou elas devem ter uma velocidade infinita. 

Entrelaçar quatro partículas é algo já feito por vários grupos experimentalistas, o que torna o teste agora proposto viável em um futuro próximo. 

Antes, porém, a precisão dos experimentos terá de melhorar para tornar a diferença mensurável. 

Todos a bordo: Expresso Buraco de Minhoca vai partir

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sexta-feira, 16 de novembro de 2012

PODSABER #4 - Biblioteca de Ciência e Espiritualidade


Não nos conformemos à pura condição de ouvintes, diante das Verdades Eternas. Como classificar o aluno que estuda indefinidamente sem jamais aprender, ou o homem que desaprova sem experimentar?

Emmanuel

Ficha Técnica:
Apoio: SER
Técnico de Gravação: João Francisco
Músicas: Diversas
Design:Thiago Panegassi
Edição: Marco Gandra
Webmaster: Marco Gandra
Participantes: Marconi Gomes, Marco Gandra, Dauro Mendes, Guilherme de Barros, Haroldo Dutra Dias, Thiago Franklin e Júlio Corradi (na corrente de sustentação e fotógrafo)



  


DOWNLOAD





Hoje aproveitamos para inaugurar o novo banner de título do nosso portal, o crédito é do Thiago Panegassi.


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Links comentados durante o Podcast

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Viagem do Portal Saber a Pedro Leopoldo



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Citação feita pelo Marconi Gomes:

"Vivendo, se aprende; mas o que se aprende, mais, é só a fazer outras maiores perguntas." Guimarães Rosa em Grande Sertão Veredas


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Será que os efeitos quânticos estão vindo de fora do nosso espaço-tempo?

A mecânica quântica sempre nos presenteia com sensacionais descobertas. Como já antecipou Lucrécio, filósofo romano do século I a.c., "Nada surge do nada" ou melhor o nada não cria nada, e é o que podemos concluir com esta apresentação e explicações do grande e importantíssimo físico quântico Nicolas Gisin ao fazer esta reflexão de que possivelmente os fenômenos e os eventos quânticos ocorrem, se dão, fora, além, do nosso espaço-tempo. É muito assombroso e ele ainda faz importantes reflexões sobre a não-localidade do nosso universo e sobre a questão da interpretação da mecânica quântica de Hugh Everett III chamada de interpretação dos Muitos Mundos, a qual Nicolas Gisin considera equivocada.



Sem Tradução


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Boaventura de Sousa Santos - Por que as Epistemologias do Sul?

O sociólogo português Boaventura de Sousa Santos vem desde o início dos anos noventa produzindo trabalhos significativos de análise sobre a estrutura e construção do conhecimento moderno. Podemos afirmar que inventariando as diversas raízes que organizaram e ainda sustentam as bases do 
conhecimento ocidental como culturalmente homogêneo, vem instigando a comunidade científica a debater sobre a eficácia da ciência na construção da realidade imediata das pessoas normais. 

O livro em questão, “Epistemologias do Sul” acredito ser um desdobramento desta jornada intelectual e uma busca de novas referências epistêmicas das ciências humanas. 

Diante do primeiro parágrafo do prefácio do livro “Epistemologias do Sul”, produzido pelos próprios autores, conjunto de textos organizados por Boaventura de Sousa Santos e Maria Paula Meneses, e, publicado pela editora Cortez em 2010 (637 páginas), retorna à minha memória a fala do professor José Geraldo da Silveira Bueno sobre a definição de um adequado texto cientifico: “Quando temos um bom texto cientifico, o problema, objetivo e preocupação do autor, podem ser encontrados claramente no primeiro parágrafo da apresentação.” É justamente o que pode ser observado na abertura de apresentação do livro em questão. 

“Por que razão, nos dois últimos séculos, dominou uma epistemologia que eliminou da reflexão epistemológica o contexto cultural e político da produção e reprodução do conhecimento? Quais foram as conseqüências de uma tal descontextualização? São hoje possíveis outras epistemologias?” 

No conjunto das ciências sociais e nas fronteiras filosóficas da produção do conhecimento como dimensão intelectual dos homens atuais, como pode ser redimensionado este tipo de “valor social” para além da influência monopolizadora do pensamento europeu? Este é o centro da questão sociológica e filosófica abordada no conjunto de texto que compõe o livro. 

Um aspecto significativo da trajetória intelectual de Boaventura de Sousa Santos é o seu constante dialogo e inteiração com os mais diversos setores militantes dos movimentos sociais de vanguarda. Movimentos que transitam desde, dos países explorados no capitalismo global até os grupos de minorias e guetos das sociedades mais ricas do globo.

Fonte:http://www.boaventuradesousasantos.pt/media/EspacoAcademico_Abril2011.pdf



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Belo Horizonte

Amigos, somos de Belo Horizonte e para os que não conhecem a nossa amada cidade, vejam que bela foto com visão aérea do bairro Pampulha, bairro que será palco da Copa da Confederações (2013) e Copa do Mundo (2014). Essa é a cidade na qual são feitas as gravações do PODSABER. Venham nos visitar e comer nossos pães de queijo.

   Fotógrafo  desconhecido

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quinta-feira, 15 de novembro de 2012


Darwin matou Deus?

CLARO QUE NÃO.

Vejam o excelente documentário abaixo




"Muitos animais fazem música. Agora, supondo que haja uma música universal lá fora, então pense na evolução como uma ferramenta de busca, e a razão pela qual a música parece a mesma é porque está revelando algo que, nitidamente, é até mesmo pré-existente e isso sugere, sim, evolução. O algorítimo é darwiniano, mas há outras realidades, e o fato de que a música é revelada dessa maneira, sugere que há mais por vir, que mal começamos a entender quem somos e por que estamos aqui". ( Simon Conway Morris que já a décadas é um dos maiores e mais importantes paleobiólogos)

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Números

Você que aprecia a presença da matemática na natureza vai gostar muito disso.





[Vídeo com Legenda]

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quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Bíblia e Ciência

Ontem tivemos o grande prazer de gravarmos um PODSABER com a Irmã Aíla. Ela nasceu em Castelo do Piauí e hoje ensina sobre Bíblia no curso de Teologia da Faculdade Católica do Ceará. Ela integra o grupo de religiosas do Instituto Nova Jerusalém, no bairro Cristo Redentor dessa cidade, há 23 anos. 

A professora formou-se em Filosofia pela Universidade Estadual do Ceará e alcançou o doutorado em Teologia estudando entre Espanha, Israel e Belo Horizonte.





Amigos, como o nosso podcast com a Irmã Aíla demorará um pouco para entrar no ar, como aperitivo disponibilizamos uma palestra da nossa amiga, sob o tema "A Bíblia e a Ciência" (A qualidade não está das melhores mas vale muito pelo conteúdo):




Também sugerimos que escultem o PODSER #19 do Portal SER - www.portalser.org, nesse episódio Thiago Franklin, João Romário, Alan Denizard, Irmã Aila e Haroldo Dutra Dias, batem um papo especial sobre a Carta ao Hebreus e conheça a historia do Pe. Caetano e como ele chegou no Brasil, divirta-se com a saga de como se deu o encontro de nossa querida Irmã Aila com Haroldo e prepare seu coração para se emocionar, pois este episódio foi certamente um dos melhores do nosso PodSER!




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Formas

58minutos é possível ver com clareza como as esferas combinadas formam os sólidos platônicos através de bolhas de sabão:



[Vídeo com Legenda]

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terça-feira, 13 de novembro de 2012

Ao Infinito e Além

Qual é o maior número? O universo é infinito? Como começou o universo? Eu poderia repetir um evento uma e outra vez e outra vez.... A terra é só uma das inúmeras réplicas que circulam por um vácuo sem fim? 


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domingo, 11 de novembro de 2012

Literatura psicografada - Brasil das Gerais

A literatura psicografada é um fenômeno de vendas. E Chico Xavier é a referência. As cartas psicografadas por Chico já absolveram réus na justiça. Por outro lado, o médium foi parar nos tribunais quando escreveu livros assinados por Humberto de Campos. A família do escritor classificou Chico como um charlatão, mas perdeu a causa. O Brasil das Gerais percorre os caminhos da psicografia, um universo polêmico e misterioso.






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sábado, 10 de novembro de 2012

O Que é o Nada? (3ª Temporada - Através do Buraco de Minhoca)


Em física, um buraco de verme ou buraco de minhoca é uma característica topológica hipotética do continuum espaço-tempo, a qual é, em essência, um "atalho" através do espaço e do tempo. Um buraco de verme possui ao menos duas "bocas" conectadas a uma única "garganta" ou "tubo". Se o buraco de verme é transponível, a matéria pode "viajar" de uma boca para outra passando através da garganta. Embora não exista evidência direta da existência de buracos de verme, um contínuum espaço-temporal contendo tais entidades costuma ser considerado válido pela relatividade geral.
O termo buraco de verme (wormhole em inglês) foi criado pelo físico teórico estadunidense John Wheeler em 1957. Todavia, a ideia dos buracos de verme já havia sido proposta em 1921 pelo matemático alemão Hermann Weyl em conexão com sua análise da massa em termos da energia do campo eletromagnético.[1]

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Buraco_de_minhoca


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Como bônus segue outro episódio da série:
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segunda-feira, 5 de novembro de 2012

NOTA DE ESCLARECIMENTO SOBRE O ATEÍSMO DO PORTAL SABER

O Portal Saber, entendendo por bem esclarecer uma questão relacionada ao ateísmo que foi apresentada no Podsaber #3, traz o seguinte esclarecimento.

O Portal Saber não faz propaganda do ateísmo e de seu quase sinônimo o materialismo. O ateísmo é uma das piores chagas da humanidade e uma das principais fontes da desesperança. Como Espíritas, convencidos por várias razões muito bem fundamentadas e por várias diferentes áreas do Conhecimento humano ( ciência, filosofia, Religião) e também pelas nossas experiências pessoais bem como pelas vividas por pessoas que conhecemos e confiamos nesta existência, pois bem, convencidos da existência de DEUS, do CRISTO e DA VIDA APÓS A MORTE, trabalhamos com o Conhecimento, com argumentos bem fundamentados, contra o ateísmo, que é aquele que mata a esperança, a qual é a companheira inseparável e absolutamente necessária, de quem caminha em direção ao futuro, para o futuro.

O Portal Saber está a serviço de DEUS, do CRISTO, da CARIDADE e do ESPIRITISMO.

Vejamos sobre o assunto, para melhor compreensão e esclarecimento, o que nos traz Emmanuel através do seu sempre profundo e reflexivo pensamento.


Do Livro Religião dos Espíritos temos:


Materialistas

Reunião pública de 25/9/59
Questão nº 79

Não podemos afirmar que os materialistas vêm vindo...

Estão nos tempos modernos, por toda parte, tentando inconscientemente apagar a luz do espírito.

Assestam telescópios na direção das galáxias e supõem resolver os enigmas do Universo pelas acanhadas impressões dos cinco sentidos da esfera física.

Devotam-se aos mais altos estudos da Psicologia transcendente e atestam que o homem não passa de símio complexo, sem maiores possibilidades de evolução.

Dizem que estamos longe de equacionar os problemas do destino e do ser, e estabelecem padrões para a genética humana, tomando por alicerce o comportamento de drosófilas e de ratos nas atividades reprodutivas.

Asseveram que é preciso plasmar elites de condutores e dirigem-se à mocidade acadêmica subtraindo-lhe as noções da alma, à feição de sorridentes carrascos da responsabilidade moral.

Destacam o imperativo da solidariedade e preconizam a sumária eliminação dos que nasçam doentes ou incapazes.

Proclamam-se campeões da liberdade e desprezam quem lhes não aceite o figurino mental.

Recomendam a investigação das questões do espírito e injuriam as inteligências sinceras e desassombradas que a elas se afeiçoem.

Aconselham o respeito às religiões e, em vez de ajudá-las no apostolado de amor pela extinção do sofrimento, solapam-lhes a existência, a golpes de sarcasmo sutil.

Claro que não nos reportamos aos pesquisadores respeitáveis, porque a Ciência – matriz do progresso – será sempre, no mundo, a interrogação vestida de luz, entesourando experiências, diante da verdade.

Referimo-nos aos epicuristas de todas as épocas, sejam eles autores de fulgurantes pensamentos destrutivos, em alentados livros sobre a Natureza, ou meros conversadores de salão, interessados nas sensações inferiores, a detrimento da sublimação íntima.

Desde as primeiras horas de nossa formação doutrinária, os mensageiros do Cristo explicaram que o Espiritismo contribuirá no aperfeiçoamento da Terra, anulando o materialismo, por ensinar aos homens a dignificação do futuro, mantendo-os livres de seitas e cores, castas e privilégios.

Temos, assim, a tarefa de conduzir para a frente a bandeira da imortalidade, com o trabalho incessante que lhe é conseqüente, mas, para atingirmos a meta, é imperioso se disponha cada um de nós a viver em si mesmo os princípios que prega, com a obrigação de servir e com o dever de estudar.

EMMANUEL


Materialismo

Reunião pública de 28/9/59
Questão nº 148

Para dissipar a sombra do materialismo a espessar-se no espírito humano, é forçoso evitemos a atitude daquelas autoridades da antiga Bizâncio, que discutiam bagatelas, enquanto os inimigos lhes cercavam as portas.

Reconhecendo a impossibilidade de vincular essa anomalia às raízes da ignorância, de vez que o epicurista é, invariavelmente, alguém que se prevalece da cultura intelectual para extrair da existência o máximo de prazer com esquecimento da responsabilidade, interpretemos o materialismo como sendo enfermidade obscura, espécie de neoplasma da mente, a degenerar-lhe os mecanismos. Da tumoração invisível surge a violência e a crueldade, a desumanidade e o orgulho por metástases perigosas, suscetíveis de criar as piores deformidades no mundo íntimo.

E tanto quanto a ciência médica ainda encontra dificuldades para definir a etiologia do câncer, surpreendemos, de nossa parte, os maiores entraves para explicar a causa de semelhante calamidade, porquanto, sendo a idéia de Deus imanente em todas as leis do Universo, não é compreensível se isole, voluntariamente, a razão da sua origem divina.

Convençamo-nos, porém, de que todo desequilíbrio do espírito pede, por remédio justo, a educação do espírito.

Veiculemos, assim, o livro nobre.

Estendamos a mensagem edificante.

Acendamos a luz dos nossos princípios nas colunas da imprensa.

Utilizemos a onda radiofônica, auxiliando o povo a pensar em termos de vida eterna.

Relatemos as nossas experiências pessoais, no caminho da fé, com o desassombro de quem se coloca acima dos preconceitos.

Amparemos a infância e a juventude para que não desfaleçam à míngua de assistência espiritual.

Instruamos a mediunidade.

Aperfeiçoemos nossos próprios conhecimentos, através da leitura construtiva e meditada.

Instituamos cursos de estudo do Evangelho de Jesus e da obra de Allan Kardec, em nossas organizações, preparando o futuro.

Ofereçamos pão ao estômago faminto e alfabeto ao raciocínio embotado.

Plantemos no culto da caridade o culto da escola.

E, sobretudo, considerando o materialismo como chaga oculta, não nos afastemos da terapia do exemplo, porque, em todos os climas da Humanidade, se a palavra esclarece, o exemplo arrasta sempre.
EMMANUEL


Do Livro Emmanuel temos:


O TÓXICO DO INTELECTUALISMO

Nos tempos modernos, mentalidades existem que pugnam pelo desaparecimento das noções religiosas do coração dos homens, saturadas do cientificismo do século e trabalhadas por idéias excêntricas, sem perceberem as graves responsabilidades dos seus labores intelectuais, porquanto hão de colher o fruto amargo das sementes que plantaram nas almas jovens e indecisas. Pede-se uma educação sem Deus, o aniquilamento da fé, o afastamento das esperanças numa outra vida, a morte da crença nos poderes de uma providência estranha aos homens. Essa tarefa é inútil. Os que se abalançam a sugerir semelhantes empresas podem ser dignos de respeito e admiração, quando se destacam por seus méritos científicos, mas assemelham-se a alguém que tivesse a fortuna de obter um oásis entre imensos desertos. Confortados e satisfeitos na sua felicidade ocasional, não vêem as caravanas inumeráveis de infelizes, cheias de sede e fome, transitando sobre as areias ardentes. 

EMMANUEL


No próximo texto, Emmanuel nos descreve com profundidade e conhecimento de causa, o que são os piores momentos de nossas vidas. É uma radiografia perfeita que nos emociona muito devido à sua perfeita descrição destes que são os nossos piores momentos, e dos sentimentos que nos acompanham nesta hora, a hora das “Grandes Perdas”.
Os ateus com suas CRENÇAS; pois o ateísmo não passa de uma crença, sem nenhuma fundamentação da ciência, ciência que até hoje não provou que Deus não existe e nem tem essa capacidade de fazê-lo lembrando também que isto não é missão e objeto de estudos dela, pois a ciência existe, e tem como missão, estudar e compreender a natureza e os seus mecanismos; pois bem, os ateus com as suas crenças, nestes momentos, só multiplicam por infinito a dor e o sofrimento que nos acompanham nestes que são os piores momentos das nossas vidas e isto é óbvio, pois a sua crença é que a vida, a consciência não continuam a existir após a morte. Mas Emmanuel, ao mesmo tempo que descreve perfeitamente a intensidade da dor de quem passa por esta experiência que todos passarão, nos traz ao final a esperança de que a morte não é o fim da vida, não é um adeus, é um até logo, um até breve. Emmanuel nos traz a certeza do nosso reencontro com os nossos entes amados, na VIDA MAIOR, esperança que o ateísmo é absolutamente incapaz de dar.


Ante os que partiram

Nenhum sofrimento, na Terra, será talvez comparável ao daquele coração que se debruça sobre outro coração regelado e querido que o ataúde transporta para o grande silêncio.

Ver a névoa da morte estampar-se, inexorável, na fisionomia dos que mais amamos, e cerrar-lhes os olhos no adeus indescritível, é como despedaçar a própria alma e prosseguir vivendo.

Digam aqueles que já estreitaram de encontro ao peito um filhinho transfigurado em anjo da agonia; um esposo que se despede, procurando debalde mover os lábios mudos; uma companheira cujas mãos consagradas à ternura pendem extintas; um amigo que tomba desfalecente para não mais se erguer, ou um semblante materno acostumado a abençoar, e que nada mais consegue exprimir senão a dor da extrema separação, através da última lágrima.

Falem aqueles que, um dia, se inclinaram, esmagados de solidão, à frente de um túmulo; os que se rojaram em prece nas cinzas que recobrem a derradeira recordação dos entes inesquecíveis; os que caíram, varados de saudade, carregando no seio o esquife dos próprios sonhos; os que tatearam, gemendo, a lousa imóvel, e os que soluçaram de angústia, no ádito dos próprios pensamentos, perguntando, em vão, pela presença dos que partiram.

Todavia, quando semelhante provação te bata à porta, reprime o desespero e dilui a corrente da mágoa na fonte viva da oração, porque os chamados mortos são apenas ausentes e as gotas de teu pranto lhes fustigam a alma como chuva de fel.

Também eles pensam e lutam, sentem a choram.

Atravessam a faixa do sepulcro como quem se desvencilha da noite, mas, na madrugada do novo dia, inquietam-se pelos que ficaram... Ouvem-lhes os gritos e as súplicas, na onda mental que rompe a barreira da grande sombra e tremem cada vez que os laços afetivos da retaguarda se rendem à inconformação ou se voltam para o suicídio.

Lamentam-se quanto aos erros praticados e trabalham, com afinco, na regeneração que lhes diz respeito.

Estimulam-te à prática do bem, partilhando-te as dores e as alegrias.

Rejubilam-se com as tuas vitórias no mundo interior e consolam-te nas horas amargas para que te não percas no frio do desencanto.

Tranqüiliza, desse modo, os companheiros que demandam o Além, suportando corajosamente a despedida temporária, e honra-lhes a memória, abraçando com nobreza os deveres que te legaram.

Recorda que, em futuro mais próximo que imaginas, respirarás entre eles, comungando-lhes as necessidades e os problemas, porquanto terminarás também a própria viagem no mar das provas redentoras.

E, vencendo para sempre o terror da morte, não nos será lícito esquecer que Jesus, o nosso Divino Mestre e Herói do Túmulo Vazio, nasceu em noite escura, viveu entre os infortúnios da Terra e expirou na cruz, em tarde pardacenta, sobre o monte empedrado, mas ressuscitou aos cânticos da manhã, no fulgor de um jardim.

Do livro Religião dos Espíritos - Emmanuel

DAURO MENDES


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