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quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

A FÍSICA É IMPORTANTE PARA NOS AJUDAR A FUNDAMENTAR A CRENÇA ESPIRITUAL?



Se eu fosse ateu, como já fui, ou agnóstico, como também já fui, bastariam dois fenômenos (para não falar de outros tantos fenômenos que a mecânica quântica e a física nos apresentam e dão) para balançarem meu ateísmo ou meu agnosticismo: Tomar conhecimento dos espetaculares e assombrosos fenômenos da superposição de estados e de seu colapso, e do emaranhamento quântico, o qual implica na não localidade no e do universo, na e da natureza.


Por que os dois?


Porque a superposição de estados e o seu colapso me dão evidências de que a realidade física pode ser criada ou transformada através de observações, medições, interações, realizadas sobre ela, ou mesmo, POSSIVELMENTE, através da interação da consciência com a superposição de estados o que provocaria o seu colapso, o que foi e é defendido por muitos dos grandes físicos que criaram e ajudaram a desenvolver a mecânica quântica, sendo que muitos deles são prêmio Nobel de física . Essa interessante e impressionante convergência com o que o Espiritismo e o espiritualismo em geral, em algumas de suas apresentações, nos revelam, ao nos dizerem que a mente cria a realidade física, não DEVE SER UMA MERA COINCIDÊNCIA! Esse sensacional fenômeno nos faz aceitar a possível existência de um Deus como Criador da realidade, pois nos mostra que a realidade física pode ser criada ou transformada e que ela não existe, possivelmente, independentemente da observação e nem é pré-existente a ela como nos diz Anton Zeilinger, um dos maiores físicos quânticos experimentais do mundo.


O emaranhamento quântico que implica na não localidade no e do universo, na e da natureza, é o outro fenômeno que perturbaria meu ateísmo, ou meu agnosticismo, caso eu o fosse, porque ele me mostra a possibilidade real de que tudo faça parte de um só TODO instantaneamente interconectado com tudo ( o que foi dito de outra forma por Niels Bohr, um dos pais da física quântica e prêmio Nobel de física, ao responder o questionamento que Einstein fez através de seu famoso paradoxo EPR)  o que nos faz questionar a realidade do espaço e do tempo e nos faz admitir a possibilidade da TOTALIDADE e da UNICIDADE do universo, o que também por consequência nos faz admitir a possibilidade da existência de DEUS sendo que DEUS é a maior expressão da TOTALIDADE e da UNICIDADE que podemos supor. O fenômeno do emaranhamento quântico nos abre a possibilidade de aceitarmos os fenômenos da clarividência e da telepatia, relatados pela parapsicologia e por várias correntes do espiritualismo, inclusive o Espiritismo, pois torna possível a TOTALIDADE e a UNICIDADE no e do nosso universo, que são fundamentadas pelo emaranhamento quântico, pela superposição de estados e pela parte teórica da mecânica quântica que nos mostra que sistemas que entram em superposição de estados formam um ÚNICO SISTEMA, um só sistema, que não pode mais ser decomposto em suas partes constituintes, o que levou grandes físicos como Schroedinger (um dos pais da mecânica quântica e prêmio Nobel de física), Freeman Dyson, David Bohm e outros tantos físicos importantes, a concluírem de certa forma que na verdade a multiplicidade de mentes é uma ilusão e de fato só existe uma ÚNICA MENTE (que os espiritualistas podem chamar de DEUS, sendo que nossas mentes seriam expressões limitadas dessa MENTE). Se isso for verdade, TALVEZ então na realidade minha mente não seja de fato, no fundo, separada de nenhuma outra mente existente no multiverso, SERÍAMOS TODOS PARTES, EXPRESSÕES, DE UMA SÓ MENTE, e daí as informações que outras mentes vêm e percebem distantes de mim podem de algum modo, eventualmente, serem percebidas também pela minha mente, o que me faz ver que a clarividência e a telepatia não são fenômenos absurdos e impossíveis de existirem. O emaranhamento quântico com todas as suas possíveis consequências, ao nos revelar que talvez o espaço e o tempo não sejam de fato reais, que talvez sejam efeitos gerados para as nossas necessidades evolutivas atuais, me mostra também que eventos que ocorrem "longe" de mim de alguma forma podem ser percebidos instantaneamente por mim devido à não localidade no e do universo, no e da natureza.


Esse ASSOMBROSO fenômeno, o emaranhamento quântico, nos faz admitir também a possibilidade da onipresença, onisciência e onipotência de DEUS ao nos revelar que talvez tudo faça parte de um único todo instantaneamente interconectado com tudo, e se for assim, se tudo fizer parte de forma instantânea de uma TOTALIDADE, de uma UNICIDADE, se torna possível aceitarmos que DEUS pode de fato estar em todos os "lugares" ao mesmo tempo, saber de tudo ao mesmo tempo instantaneamente e agir instantaneamente sobre qualquer coisa existente no multiverso.  


O grande físico quântico experimental Nicolas Gisin, como tantos outros grande físicos, acredita que os fenômenos quânticos são gerados e podem vir de fora do nosso espaço-tempo, de uma realidade maior que transcende em muito a realidade do nosso universo e então criar e influenciar os fenômenos que ocorrem no nosso espaço-tempo. Isso é mais uma evidência importantíssima da possível existência de realidades "físicas" que transcendem a nossa. A realidade espiritual seria então absurda de acordo com o pensamento de grandes físicos de ponta como esse?


Conclusão, essas sensacionais descobertas da física balançam ou não balançam, perturbam ou não perturbam, o ateísmo ou o agnosticismo de qualquer pessoa que seja um deles? A física é ou não é muito importante para nos ajudar a fundamentar com substância e com fortes argumentos a crença espiritual?


Dauro Mendes

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Haroldo Dutra Dias LEGENDADO Sistemas um modelo de solidariedade

Palestra do 15º Congresso Estadual de Espiritismo promovido pela USESP realizado em Franca, SP - LEGENDADO.


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segunda-feira, 5 de novembro de 2012

NOTA DE ESCLARECIMENTO SOBRE O ATEÍSMO DO PORTAL SABER

O Portal Saber, entendendo por bem esclarecer uma questão relacionada ao ateísmo que foi apresentada no Podsaber #3, traz o seguinte esclarecimento.

O Portal Saber não faz propaganda do ateísmo e de seu quase sinônimo o materialismo. O ateísmo é uma das piores chagas da humanidade e uma das principais fontes da desesperança. Como Espíritas, convencidos por várias razões muito bem fundamentadas e por várias diferentes áreas do Conhecimento humano ( ciência, filosofia, Religião) e também pelas nossas experiências pessoais bem como pelas vividas por pessoas que conhecemos e confiamos nesta existência, pois bem, convencidos da existência de DEUS, do CRISTO e DA VIDA APÓS A MORTE, trabalhamos com o Conhecimento, com argumentos bem fundamentados, contra o ateísmo, que é aquele que mata a esperança, a qual é a companheira inseparável e absolutamente necessária, de quem caminha em direção ao futuro, para o futuro.

O Portal Saber está a serviço de DEUS, do CRISTO, da CARIDADE e do ESPIRITISMO.

Vejamos sobre o assunto, para melhor compreensão e esclarecimento, o que nos traz Emmanuel através do seu sempre profundo e reflexivo pensamento.


Do Livro Religião dos Espíritos temos:


Materialistas

Reunião pública de 25/9/59
Questão nº 79

Não podemos afirmar que os materialistas vêm vindo...

Estão nos tempos modernos, por toda parte, tentando inconscientemente apagar a luz do espírito.

Assestam telescópios na direção das galáxias e supõem resolver os enigmas do Universo pelas acanhadas impressões dos cinco sentidos da esfera física.

Devotam-se aos mais altos estudos da Psicologia transcendente e atestam que o homem não passa de símio complexo, sem maiores possibilidades de evolução.

Dizem que estamos longe de equacionar os problemas do destino e do ser, e estabelecem padrões para a genética humana, tomando por alicerce o comportamento de drosófilas e de ratos nas atividades reprodutivas.

Asseveram que é preciso plasmar elites de condutores e dirigem-se à mocidade acadêmica subtraindo-lhe as noções da alma, à feição de sorridentes carrascos da responsabilidade moral.

Destacam o imperativo da solidariedade e preconizam a sumária eliminação dos que nasçam doentes ou incapazes.

Proclamam-se campeões da liberdade e desprezam quem lhes não aceite o figurino mental.

Recomendam a investigação das questões do espírito e injuriam as inteligências sinceras e desassombradas que a elas se afeiçoem.

Aconselham o respeito às religiões e, em vez de ajudá-las no apostolado de amor pela extinção do sofrimento, solapam-lhes a existência, a golpes de sarcasmo sutil.

Claro que não nos reportamos aos pesquisadores respeitáveis, porque a Ciência – matriz do progresso – será sempre, no mundo, a interrogação vestida de luz, entesourando experiências, diante da verdade.

Referimo-nos aos epicuristas de todas as épocas, sejam eles autores de fulgurantes pensamentos destrutivos, em alentados livros sobre a Natureza, ou meros conversadores de salão, interessados nas sensações inferiores, a detrimento da sublimação íntima.

Desde as primeiras horas de nossa formação doutrinária, os mensageiros do Cristo explicaram que o Espiritismo contribuirá no aperfeiçoamento da Terra, anulando o materialismo, por ensinar aos homens a dignificação do futuro, mantendo-os livres de seitas e cores, castas e privilégios.

Temos, assim, a tarefa de conduzir para a frente a bandeira da imortalidade, com o trabalho incessante que lhe é conseqüente, mas, para atingirmos a meta, é imperioso se disponha cada um de nós a viver em si mesmo os princípios que prega, com a obrigação de servir e com o dever de estudar.

EMMANUEL


Materialismo

Reunião pública de 28/9/59
Questão nº 148

Para dissipar a sombra do materialismo a espessar-se no espírito humano, é forçoso evitemos a atitude daquelas autoridades da antiga Bizâncio, que discutiam bagatelas, enquanto os inimigos lhes cercavam as portas.

Reconhecendo a impossibilidade de vincular essa anomalia às raízes da ignorância, de vez que o epicurista é, invariavelmente, alguém que se prevalece da cultura intelectual para extrair da existência o máximo de prazer com esquecimento da responsabilidade, interpretemos o materialismo como sendo enfermidade obscura, espécie de neoplasma da mente, a degenerar-lhe os mecanismos. Da tumoração invisível surge a violência e a crueldade, a desumanidade e o orgulho por metástases perigosas, suscetíveis de criar as piores deformidades no mundo íntimo.

E tanto quanto a ciência médica ainda encontra dificuldades para definir a etiologia do câncer, surpreendemos, de nossa parte, os maiores entraves para explicar a causa de semelhante calamidade, porquanto, sendo a idéia de Deus imanente em todas as leis do Universo, não é compreensível se isole, voluntariamente, a razão da sua origem divina.

Convençamo-nos, porém, de que todo desequilíbrio do espírito pede, por remédio justo, a educação do espírito.

Veiculemos, assim, o livro nobre.

Estendamos a mensagem edificante.

Acendamos a luz dos nossos princípios nas colunas da imprensa.

Utilizemos a onda radiofônica, auxiliando o povo a pensar em termos de vida eterna.

Relatemos as nossas experiências pessoais, no caminho da fé, com o desassombro de quem se coloca acima dos preconceitos.

Amparemos a infância e a juventude para que não desfaleçam à míngua de assistência espiritual.

Instruamos a mediunidade.

Aperfeiçoemos nossos próprios conhecimentos, através da leitura construtiva e meditada.

Instituamos cursos de estudo do Evangelho de Jesus e da obra de Allan Kardec, em nossas organizações, preparando o futuro.

Ofereçamos pão ao estômago faminto e alfabeto ao raciocínio embotado.

Plantemos no culto da caridade o culto da escola.

E, sobretudo, considerando o materialismo como chaga oculta, não nos afastemos da terapia do exemplo, porque, em todos os climas da Humanidade, se a palavra esclarece, o exemplo arrasta sempre.
EMMANUEL


Do Livro Emmanuel temos:


O TÓXICO DO INTELECTUALISMO

Nos tempos modernos, mentalidades existem que pugnam pelo desaparecimento das noções religiosas do coração dos homens, saturadas do cientificismo do século e trabalhadas por idéias excêntricas, sem perceberem as graves responsabilidades dos seus labores intelectuais, porquanto hão de colher o fruto amargo das sementes que plantaram nas almas jovens e indecisas. Pede-se uma educação sem Deus, o aniquilamento da fé, o afastamento das esperanças numa outra vida, a morte da crença nos poderes de uma providência estranha aos homens. Essa tarefa é inútil. Os que se abalançam a sugerir semelhantes empresas podem ser dignos de respeito e admiração, quando se destacam por seus méritos científicos, mas assemelham-se a alguém que tivesse a fortuna de obter um oásis entre imensos desertos. Confortados e satisfeitos na sua felicidade ocasional, não vêem as caravanas inumeráveis de infelizes, cheias de sede e fome, transitando sobre as areias ardentes. 

EMMANUEL


No próximo texto, Emmanuel nos descreve com profundidade e conhecimento de causa, o que são os piores momentos de nossas vidas. É uma radiografia perfeita que nos emociona muito devido à sua perfeita descrição destes que são os nossos piores momentos, e dos sentimentos que nos acompanham nesta hora, a hora das “Grandes Perdas”.
Os ateus com suas CRENÇAS; pois o ateísmo não passa de uma crença, sem nenhuma fundamentação da ciência, ciência que até hoje não provou que Deus não existe e nem tem essa capacidade de fazê-lo lembrando também que isto não é missão e objeto de estudos dela, pois a ciência existe, e tem como missão, estudar e compreender a natureza e os seus mecanismos; pois bem, os ateus com as suas crenças, nestes momentos, só multiplicam por infinito a dor e o sofrimento que nos acompanham nestes que são os piores momentos das nossas vidas e isto é óbvio, pois a sua crença é que a vida, a consciência não continuam a existir após a morte. Mas Emmanuel, ao mesmo tempo que descreve perfeitamente a intensidade da dor de quem passa por esta experiência que todos passarão, nos traz ao final a esperança de que a morte não é o fim da vida, não é um adeus, é um até logo, um até breve. Emmanuel nos traz a certeza do nosso reencontro com os nossos entes amados, na VIDA MAIOR, esperança que o ateísmo é absolutamente incapaz de dar.


Ante os que partiram

Nenhum sofrimento, na Terra, será talvez comparável ao daquele coração que se debruça sobre outro coração regelado e querido que o ataúde transporta para o grande silêncio.

Ver a névoa da morte estampar-se, inexorável, na fisionomia dos que mais amamos, e cerrar-lhes os olhos no adeus indescritível, é como despedaçar a própria alma e prosseguir vivendo.

Digam aqueles que já estreitaram de encontro ao peito um filhinho transfigurado em anjo da agonia; um esposo que se despede, procurando debalde mover os lábios mudos; uma companheira cujas mãos consagradas à ternura pendem extintas; um amigo que tomba desfalecente para não mais se erguer, ou um semblante materno acostumado a abençoar, e que nada mais consegue exprimir senão a dor da extrema separação, através da última lágrima.

Falem aqueles que, um dia, se inclinaram, esmagados de solidão, à frente de um túmulo; os que se rojaram em prece nas cinzas que recobrem a derradeira recordação dos entes inesquecíveis; os que caíram, varados de saudade, carregando no seio o esquife dos próprios sonhos; os que tatearam, gemendo, a lousa imóvel, e os que soluçaram de angústia, no ádito dos próprios pensamentos, perguntando, em vão, pela presença dos que partiram.

Todavia, quando semelhante provação te bata à porta, reprime o desespero e dilui a corrente da mágoa na fonte viva da oração, porque os chamados mortos são apenas ausentes e as gotas de teu pranto lhes fustigam a alma como chuva de fel.

Também eles pensam e lutam, sentem a choram.

Atravessam a faixa do sepulcro como quem se desvencilha da noite, mas, na madrugada do novo dia, inquietam-se pelos que ficaram... Ouvem-lhes os gritos e as súplicas, na onda mental que rompe a barreira da grande sombra e tremem cada vez que os laços afetivos da retaguarda se rendem à inconformação ou se voltam para o suicídio.

Lamentam-se quanto aos erros praticados e trabalham, com afinco, na regeneração que lhes diz respeito.

Estimulam-te à prática do bem, partilhando-te as dores e as alegrias.

Rejubilam-se com as tuas vitórias no mundo interior e consolam-te nas horas amargas para que te não percas no frio do desencanto.

Tranqüiliza, desse modo, os companheiros que demandam o Além, suportando corajosamente a despedida temporária, e honra-lhes a memória, abraçando com nobreza os deveres que te legaram.

Recorda que, em futuro mais próximo que imaginas, respirarás entre eles, comungando-lhes as necessidades e os problemas, porquanto terminarás também a própria viagem no mar das provas redentoras.

E, vencendo para sempre o terror da morte, não nos será lícito esquecer que Jesus, o nosso Divino Mestre e Herói do Túmulo Vazio, nasceu em noite escura, viveu entre os infortúnios da Terra e expirou na cruz, em tarde pardacenta, sobre o monte empedrado, mas ressuscitou aos cânticos da manhã, no fulgor de um jardim.

Do livro Religião dos Espíritos - Emmanuel

DAURO MENDES


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