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sexta-feira, 17 de maio de 2019

O objeto do Apocalipse


Estimados amigos que acompanham o Portal Saber Espiritismo,

retomamos os estudos em torno do Apocalipse de João, agora para tratarmos do seu tema nuclear.

Entendemos que a compreensão da mensagem contida na grande revelação deve se iniciar pela identificação do assunto central de que trata.

Esperamos que as linhas que seguem possam contribuir de alguma forma para essa avaliação.

Belo Horizonte, 17 de maio de 2019.

Marco Paulo Denucci Di Spirito
Portal Saber Espiritismo


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– O objeto do Apocalipse. Previsões sobre dias futuros. A grande tribulação seguida do dia do Senhor (o grande dia). Tempo do fim, fim dos tempos, fim dos dias. O dia do julgamento, o aparecimento do arco sobre nuvens, o retorno de Jesus, a atuação divina sobre o lagar da vinha, o envio do Paráclito e a consolidação da Nova Jerusalém

Dando sequência ao estudo anteriormente publicado neste portal[1], cabe avaliar qual é o objeto do livro bíblico Apocalipse. Propõe-se refletir, aqui, do que trata o grande livro das revelações, entre seus temas principais e derivados. O produto da mediunidade de João pode ser avaliado dos seguintes ângulos, que se tocam em vários pontos: (i) da estrutura quiástica da narrativa, (ii) das revelações acerca do futuro contidas no texto; (iii) do conjunto mais amplo da revelação, especificamente pela integração entre o livro de Daniel e o próprio livro do Apocalipse; (iv) do sentido geral do Apocalipse, considerando-o uma mensagem com início, meio e fim; (v) do encadeamento da grande revelação nos ciclos gerais da Bíblia.

Conforme dito anteriormente[2], o Apocalipse é narrado em forma de quiasmo, seguindo um estilo literário comum à época, pelo qual se localizam três estruturas principais, que estabelecem a separação de partes do texto. O trecho central do quiasmo, que corresponde à segunda parte, une dois “braços” que se conjugam inversamente e que correspondem às primeira e terceira partes do texto. Como todo quiasmo, no seu centro encontra-se um ponto que se quer destacar.[3] No caso do Apocalipse, o centro do seu quiasmo geral corresponde aos períodos da grande tribulação e ao dia do Senhor. Confira-se o seguinte esquema:



Tratar do realce à grande tribulação e ao dia do Senhor é o mesmo que reconhecer sua importância para identificação do objeto do Apocalipse. Para o adequado aproveitamento do que a estrutura quiástica tem a nos ensinar, é oportuno  compreender a correlação entre o significado de Apocalipse, o sentido de grande tribulação e o conteúdo do chamado dia do Senhor (Ap 1:10), uma vez que essas noções se encontram diretamente vinculadas ao objeto da antiga profecia.

A palavra apocalipse, como visto, deriva do grego ἀποκάλυψις, que significa “tirar o véu”.[4] Assim, o termo que causa tanto temor quer dizer, na verdade, revelação. Mas revelação do quê? No caso da lavra mediúnica do apóstolo João, a revelação é, evidentemente, sobre o conteúdo do que ele escreveu, contido no livro tradicionalmente situado como último da Bíblia, sob o título de Apocalipse. Compreender esse conteúdo é o objetivo do presente estudo. Pode-se adiantar, todavia, que entre os objetos principais da revelação está a grande tribulação e o dia do Senhor. Também é necessário, aqui, lembrar o que se entende por revelação em termos espíritas, e nesse sentido recomenda-se a leitura do Capítulo I do livro A Gênese, cujo título é “Natureza da Revelação Espírita”. Sem pretender resumir o que ali está explicado, importa destacar que “o caráter essencial da revelação divina é o da eterna verdade.” (A Gênese, Cap. I, item 10). Significa dizer que, segundo o critério espírita, os textos antigos são estudados para a extração daquilo que é informação mediúnica superior e, portanto, confiável. O objetivo é obter a verdade informada pela via mediúnica, mediante o discernimento racional que deixa de lado os resíduos das concepções humanas.

É fato que o livro do Apocalipse não esgota o que se denomina de literatura apocalíptica. Mas o que a caracteriza? Cuida-se de noção controversa, assim como a de escatologia. Esses temas não serão problematizados nesta obra, contudo devemos pontuar que nosso entendimento é pela sua superação, principalmente, em razão da devida compreensão do fenômeno mediúnico e da revelação que por intermédio dele chega aos homens, com destaque para a faculdade de presciência, incomparavelmente teorizada a partir dos trabalhos de Allan Kardec. Para a leitura do Apocalipse de João servem menos as rotulações gerais, que pretendem vincular a característica apocalíptica para determinado texto e serve mais a identificação de passagens que são chaves interpretativas para as profecias mediúnicas do pretérito. Tarefa essa que se faz de uma perspectiva semântica, de compreensão da mensagem deixada pelo autor espiritual para a posteridade e de busca da verdade na informação mediúnica.

O conteúdo da revelação, então, está nos significados contidos no Apocalipse. Neste tópico, pretende-se delinear os assuntos principais abordados nesta grande revelação que fecha o compêndio chamado Bíblia. Assim, retornando à estrutura quiástica, tem-se que o seu centro contém a grande tribulação, cujo significado foi abordado no estudo anterior.[5] Mas é necessário, ainda, considerar uma noção relacionada à de grande tribulação, que é a do chamado dia do Senhor, mencionado em Ap 1:10. É sabido que o Apocalipse de João emprega substantivos diversos para referir-se aos mesmos sentidos. As noções de grande tribulação e de dia do Senhor, apesar de possuírem pontos em comum, não são idênticas. Aquela denota as dores e aflições do período, enquanto a última denota a vitória, a prevalência das Leis Divinas. O dia não é dos homens e suas iniquidades, e sim do Senhor, a caracterizar alguma atuação notável de Sua parte. Sustenta-se neste estudo que a grande tribulação dá ênfase à atuação da besta apocalíptica – o institucionalismo religioso romano - durante o período em que dominou. O dia do Senhor, por sua vez, indica período posterior, que se inicia com a vinda do Espiritismo, também antevista pelo signo na sétima taça (Ap 16:17). Os dois conceitos são relacionados porque no conjunto se referem ao período de desvio dos puros ensinamentos de Jesus e a consequente resposta (= retribuição) por parte de Deus, que viria no momento apropriado para restabelecer o entendimento das Leis Maiores, exatamente a divulgação por toda parte dos ensinamentos dos espíritos. É por meio do Espiritismo que o Senhor prevalece sobre as deturpações humanas na seara religiosa.

O tema nuclear do Apocalipse está no centro da estrutura quiástica (Ap 12:1 a 15:4), e refere-se ao contraponto entre a grande tribulação (Ap 11: 1 a 10, 12, 13, 15, 16: 1 a 14, 17) e o dia do Senhor (Ap 11: 11 a 19, 14, 16: 15 a 21). A relação entre a primeira trombeta e a sétima taça, estabelecida pelo espelhamento quiástico do texto, confirma esse núcleo. A primeira trombeta (Ap 8:7 e ss.) apresenta símbolos que anunciam retribuição divina, efetiva atuação da lei de causa e efeito ante a deturpação dos tesouros espirituais entregues à humanidade. Já a sétima taça (Ap 16:17 e ss.) aduz elementos que consistem em agentes simbólicos do Espiritismo. A combinação de Ap 8:7 e ss. e de Ap 16:17 e ss., na linha do espelhamento inverso típico da estrutura quiástica, é um resumo do objeto do Apocalipse. O contraponto dessas passagens revela a dualidade desvio/restauração sobre a seara dos ensinamentos divinos, reproduzindo a síntese contida em Jl 2:3 e 3:3 a 5. É o mesmo sentido da dualidade grande tribulação/dia do Senhor.

Assim como se dedicou, no estudo anterior, algumas linhas para a compreensão da grande tribulação, cabe apontar os fundamentos, nas escrituras, do chamado dia do Senhor. A expressão é encontrada em passagens como At 2:17-20, 2Ts 2:1-4, 2Pe 3:10, Ap 1:10 e também é indicada por “dia de Iahweh” (e.g., Ml 2:17, 3:1-5) ou “o grande dia” (e.g., Jr 30:7, Sf 1:14, At 2:17-20, Jd 1:6, Ap 6:17). As passagens bíblicas transcritas abaixo auxiliam sobremodo a situar o dia do Senhor na cronologia da história terrena:

“Quanto à Vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, e à nossa reunião com ele, rogamo-vos, irmãos, que não percais tão depressa a serenidade de espírito, e não vos perturbeis nem por palavra profética, nem por carta que se diga vir de nós, como se o Dia do Senhor já estivesse próximo. Não vos deixeis enganar de modo algum por pessoa alguma; porque deve vir primeiro a apostasia, e aparecer o homem ímpio, o filho da perdição, o adversário, que se levanta contra tudo que se chama Deus, ou recebe um culto, chegando a sentar- se pessoalmente no templo de Deus, e querendo passar por Deus.” (2Ts 2:1-4)

“Antes de mais nada, deveis saber que nos últimos dias virão escarnecedores com os seus escárnios e levando uma vida desenfreada, de acordo com as suas próprias concupiscências. O seu tema será: ‘Em que ficou a promessa da sua vinda? De fato, desde que os pais morreram, tudo continua como desde o princípio da criação! (...) O Dia do Senhor chegará como ladrão e então os céus se desfarão com estrondo, os elementos, devorados pelas chamas, se dissolverão e a terra, juntamente com as suas obras, será consumida.” (2Pe 3:1-10)

“Um fogo devora diante dele e atrás dele a chama arde. Como o Jardim do Éden é a terra diante dele, e atrás dele um deserto desolado. Nada, em absoluto, lhe escapa.” (Jl 2:3 - The Tree of Life Version of the Holy Scriptures).[6]

“Sucederá nos últimos dias, diz o Senhor, que derramarei do meu Espírito sobre toda carne. Vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos jovens terão visões e vossos velhos sonharão. Sim, sobre meus servos e minhas servas derramarei do meu Espírito. E farei aparecerem prodígios em cima, no céu, e sinais embaixo, sobre a terra. O sol se mudará em escuridão e a lua em sangue, antes que venha o Dia do Senhor, o grande Dia. E então, todo o que invocar o nome do Senhor, será salvo.” (At 2:17-20)

“Logo após a tribulação daqueles dias, o sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade, as estrelas cairão do céu e os poderes dos céus serão abalados. Então aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem e todas as tribos da terra baterão no peito e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu com poder e grande glória. Ele enviará os seus anjos que, ao som da grande trombeta, reunirão os seus eleitos dos quatro ventos, de uma extremidade até a outra extremidade do céu.” (Mt 24:29-31)

Conforme consta em 2Ts 2:1-4, primeiro ocorreria o desvio dos ensinamentos de Jesus, a já mencionada traição ou defecção (= apostasia), para só depois se concretizar o dia do Senhor. Já de acordo com o texto de 2Pe 3:1-10, antes do dia do Senhor se manifestaria o escarnecedor, aquele para cujo comportamento o testemunho do Cristo não faria diferença. Nos termos da mesma passagem, na sequência sobreviria o dia do Senhor, que chegaria de surpresa (= como um ladrão), tal como também consta em 1Ts 5:2 - “o Dia do Senhor virá como ladrão noturno”, ou como anunciado no Sermão Profético – “o Filho do Homem virá numa hora que não pensais.” (Mt 24:44). Em Joel (Jl 2:3) o sujeito da oração é o dia do Senhor, que ali opera qual marco temporal. Antes dele, tem-se o deserto desolado e, diante dele, ou seja, em perspectiva temporal para o futuro, o Éden. Ocorre que o deserto é símbolo para referir-se ao produto da ação da besta apocalíptica, que à luz da parábola dos lavradores maus transforma a boa vinha (= recursos espirituais) em terreno árido ou infértil. O que se visualiza depois do dia do Senhor pode ser bem compreendido pelo que consta em Obras Póstumas: “mundos superiores, verdadeiros Édens onde os Espíritos adiantados gozam da felicidade que conquistaram”. (Primeira Parte, Cap. 10). De sorte que o Éden é a reconquista do “paraíso perdido” no planeta Terra, ou seja, é uma outra denominação para a Nova Jerusalém, que significa a “Humanidade futura, na posse das bênçãos de redenção”.[7] Em At 2:20 identifica-se que “o sol se mudará em escuridão e a lua em sangue, antes que venha o Dia do Senhor, o grande Dia.” (At 2:17-20). Significa dizer que antes do dia do Senhor viria o período de escuridão sobre os entes que resplandecem a glória de Deus (Ec 43), a indicar o obliteramento espiritual conduzido pela besta apocalíptica. Em Jl 3:1-5 e Mt 24:29-31 tem-se o mesmo escurecimento do sol e da lua. Mt 24:29-31 prevê para depois da tribulação o retorno de Jesus em glória, vindo sobre as nuvens do céu. Do conjunto desses signos dessume-se que antes do dia do Senhor está a grande tribulação – período de domínio da besta apocalíptica – e depois dele abre-se caminho para a o surgimento da Nova Jerusalém. O fecho “nada, em absoluto, lhe escapa” (Jl 2:3) justifica-se pelo fato de que cabe ao período intitulado dia do Senhor a purificação efetiva do planeta, pela extirpação do materialismo e a edificação do paradigma espiritual em bases sólidas. Compreende-se, pois, a seguinte mensagem assinada por “Um Espírito”, contida em Obras Póstumas:

“A Terra freme de alegria; aproxima-se o dia do Senhor, todos os que entre nós estão à frente disputam porfiadamente por entrar na liça. Já o Espírito de algumas valorosas almas encarnadas agitam seus corpos até quase despedaçá-los. A carne interdita não sabe o que há de pensar, desconhecido fogo a devora. Elas serão libertadas, porque chegaram os tempos. Uma eternidade está a ponto de expirar, uma eternidade gloriosa vai despontar em breve e Deus conta seus filhos.” (Obras Póstumas — 2ª Parte, Cap. 25)

Voltando às passagens bíblicas que tratam do dia do Senhor, em algumas podem ser identificadas menções a imagens que correspondem à previsão de vinda do Espiritismo. Assim é que em Atos dos Apóstolos (At 2:17-20) menciona-se para o período o espraiamento da mediunidade (= espírito derramado sobre toda carne), e seus efeitos sobre as pessoas: “vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos jovens terão visões e vossos velhos sonharão”. Os fenômenos mediúnicos são referidos pelos símbolos do aparecimento de prodígios nos planos superiores e sinais sobre a terra. Há, ainda, outras ilustrações significativas que denominamos de agentes do Espiritismo, a exemplo das seguintes: (i) o filho do homem chegando sobre nuvens (Mt 24:30), (ii) a reunião dos eleitos dos quatro ventos, de uma extremidade a outra (Mt 24:31), (iii) o envio de um novo mensageiro, que prepararia um caminho (Ml 3:1), (iv) o advento de um anjo para uma nova aliança, que adentraria nos assuntos do espírito (= Templo) para promover verdadeira limpeza, daí a alusão ao sabão ou lixívia dos lavadeiros (Ml 3:2) e à purificação (Ml 3:3), (iv) o julgamento dos traidores da aliança (Ml 3:5), (v) a retribuição divina (= ira) (Ap 6:10). Todos esses símbolos relevantes para a missão do Espiritismo serão comentados em momento oportuno. Do conjunto dessas passagens pode-se compreender que o Espiritismo é um ponto de interseção entre a grande tribulação e o dia do Senhor. Está no final do primeiro período, que terminou em 1870, quando já se encontravam compilados os trabalhos de Allan Kardec.[8] E marca o início do segundo período, uma vez que é a partir do Espiritismo que se promove o resgate dos ensinamentos do Cristo e a renovação da religiosidade, conduzindo a humanidade à regeneração e ao paradigma de mundo ditoso (= Nova Jerusalém). Por isso, o Espiritismo também é assunto central para o Apocalipse.

Avaliado o cerne da estrutura quiástica, pode-se ampliar um pouco mais o ângulo de análise para estudo de quais das antigas revelações acerca do futuro foram abordadas pelo texto do Apocalipse. Com a ciência espírita, que atesta e elucida a faculdade de presciência, é possível identificar-se nas escrituras bíblicas inúmeras previsões mediúnicas sobre fatos para tempos futuros. Mereceu a atenção de Kardec o conjunto dos “profetas falando por inspiração e anunciando a vinda do Messias.” O dedicado sistematizador aponta as seguintes passagens que previram a chegada de Jesus: Nm 24:17, Dt 18:18, 19, 1Cr 17:11 a 14 (Paralipômenos), Is 7:14, Is 41:1 a 4, Is 53:11, Zc 9:9,10, Mq: 5:4. (Obras Póstumas, Primeira Parte, Cap. 9, item VII). Jesus mesmo destacou por diversas vezes o fato de que seu testemunho concretizava a mediunidade de presciência contida nas escrituras antigas, como ilustra a seguinte passagem, relativa ao diálogo travado com os discípulos a caminho de Emaús:

“Ele, então, lhes disse: Insensatos e lentos de coração para crer tudo o que os profetas anunciaram! Não era preciso que o Cristo sofresse tudo isso e entrasse em sua glória? E, começando por Moisés e por todos os Profetas, interpretou-lhes em todas as Escrituras o que a ele dizia respeito.” (Lc 24:25-27)

Existem, por outro lado, previsões para fatos posteriores à presença física do Cristo no planeta, entre as quais podem ser citadas: (i) o tempo do fim (Dn 8:17, 8:19, 12:5-13, 12:10), (ii) o fim dos tempos (Ec 48:24, 1Co 10:1), (iii) o fim dos dias (Jr 23:20,21, Dn 2:28, Mq 4:1-4), (iv) a grande tribulação (Dn 12:1, Mt 24:21, 24:29, Jo: 14:30, 16:1,2, Ap 7:14), (v) o dia do senhor ou o dia de Iahweh (At 2:17-20, 2Ts 2:1-4, 2Pe 3:10, Ml 2:17, 3:1-5, Ap 1:10), (vi) o grande dia (Jr 30:7, Sf 1:14, At 2:20,21, Jd 1:6, Ap 6:17), (vii) o dia do julgamento (Ex 28:15, 28:29, Ec 8:5, 33:13, Is 24:1-6, 34:8, 65, Jr 48:47, Ez 17:20, Jl 4:1-3, Mt 11:22, 25:31-34, Jo 16:8-11, 2Pe 3:7, Ap 14:7, Ap 16:7, Ap 17, Ap 19:2, Ap 18:10, Ap 20:11), (viii) a atuação divina sobre o lagar da vinha (Is 63:1-6, Ap. 14:18-20), (ix) o aparecimento do arco sobre nuvens (Gn 9:14-16, Ec 43:11, 50:5-7, Ez 1:27,28, Ap 4:3, 6:2, 10:1), (x) o retorno de Jesus (Mt 16: 27,28, 23:37-39, Mc 14:62, Jo 14: 18,19, 14:28, Ap 3:11), (xi) o envio do Consolador prometido (Paráclito) (Jo 14:15-17, 14:26, 15:24-27, 16:5-15), (xii) a vinda do reino (Dn 7:14), (xiii) a Nova Jerusalém (Is 54:11-17, Ap 21:2). Todas elas são incorporadas na grande revelação mediúnica que é o Apocalipse de João.

Sustentamos que as referências “tempo do fim”, “fim dos tempos” e “fim dos dias” são as mais genéricas e abarcam a grande tribulação e o dia do Senhor. As expressões “o grande dia” e “dia de Iahweh” são outras denominações para o mesmo período chamado de dia do Senhor. O julgamento futuro recai sobre a última “Jerusalém desviada” e, reflexamente, sobre a Grande Babilônia. Ao longo do texto do Apocalipse é possível avaliar que o âmbito da religiosidade é simbolicamente julgado pelo próprio Espiritismo (e.g., Jo 16:8-11). A atuação divina sobre o lagar da vinha é uma ilustração de Deus agindo na extração do “vinho puro”, por intermédio dos seus emissários diretos – os espíritos superiores – vez que os homens encarnados (= vinhateiros ou lavradores) falharam na condução dos assuntos sublimes. Essa ação é a manifestação dos espíritos pelos quatro cantos, espalhando os ensinamentos espirituais sem a intermediação do institucionalismo religioso. O aparecimento do arco-íris sobre nuvens (e.g., Gn 9:14-16) significa que uma nova proposta de aliança viria à humanidade. Essa imagem soma-se à de Jesus sobre nuvens (Ap 4:3, 10:1-2) e está diretamente relacionada com a volta do Mestre (Mt 24:30). O chamado retorno de Jesus, ou sua segunda vinda ao planeta, também é um símbolo, pois se concretiza pelo resgate da essência cristã promovido pelo Espiritismo. É sempre importante lembrar que Kardec dedicou-se ao estudo das predições bíblicas, como se pode constatar no Capítulo XVII do livro A Gênese. Sobre a prevista segunda vinda do Cristo, ele anotou:

“Jesus anuncia seu segundo advento, mas não diz, absolutamente, que voltará sobre a Terra com um corpo carnal, nem que o Consolador será personificado nele. Ele se apresenta como devendo vir em Espírito, na glória de seu pai, julgar o mérito e o demérito e levar a cada um conforme suas obras, quando os tempos forem chegados.” (A Gênese, Cap. XVII, item 45).

O dedicado sistematizador compreendeu que se dizia respeito “ao reino futuro de Cristo”, ou seja, ao “tempo em que sua doutrina, melhor compreendida, será a lei universal.” (A Gênese, Cap. XVII, item 46).

O envio do Consolador prometido (Paráclito) (Jo 14:15-17, 14:26, 15:24-27, 16:5-15) corresponde à vinda do Espiritismo e sobre este ponto Kardec tece importantes considerações no Capítulo VI – O Cristo Consolador – de O Evangelho Segundo o Espiritismo. Por fim, a vinda do reino e a Nova Jerusalém são ilustrações da humanidade futura após a fase de regeneração.

Tenha-se o esquema gráfico abaixo, que objetiva uma compreensão panorâmica das mencionadas previsões sobre o futuro:


Note-se, então, a importância de compreender-se a função do Espiritismo para o adequado entendimento do Apocalipse.

Avançando-se no conteúdo da revelação, cabe esclarecer que no centro de sua estrutura quiástica encontra-se também o tema do julgamento. Mas quem é julgado? Especificamente, tem-se o mais relevante julgamento que é o da besta apocalíptica (Hb 10:29-31, Pv 23:27-32) e, reflexamente, o da Grande Babilônia (Ap 14:6-12). Cuida-se de um julgamento futuro (Is 65) e do último, pois está previsto para o fim dos dias (Jr 48:47) e associado ao chamado retorno de Jesus em sua glória (Mt 16:27, 28, 25:31-34). No estudo anterior avaliou-se o intervalo quiástico, de menor proporção, contido em Ap 6:12 a 6:17, segundo a proposta de leitura apresentada por Pieter De Villiers.[9] O trecho trata do julgamento divino, representado pelo símbolo do terremoto[10] (e.g., Is 13:13, 24:18-23, Jl 2:10,11, Is 64:2). No centro de sua estrutura destacam-se aqueles que serão especialmente submetidos ao julgamento: os capitães, os ricos e os poderosos. Esse julgamento é, em verdade, a retribuição divina face a incidência recalcitrante no desvio (e.g., Mt 16:27, 28, Ez 7). E no Evangelho de João está claro que o julgamento-retribuição consiste na própria vinda do Espiritismo, o Consolador ou Paráclito:

“No entanto, eu vos digo a verdade: é de vosso interesse que eu parta, pois, se eu não for, o Paráclito não virá a vós. Mas se eu for, enviá-lo-ei a vós. E quando ele vier, estabelecerá a culpabilidade do mundo a respeito do pecado, da justiça e do julgamento: do pecado, porque não crêem em mim; da justiça, porque vou para o Pai e não mais me vereis; do julgamento, porque o Príncipe deste mundo está julgado. Tenho ainda muito que vos dizer, mas não podeis agora suportar. Quando vier o Espírito da Verdade, ele vos conduzirá à verdade plena, pois não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará as coisas futuras. Ele me glorificará porque receberá do que é meu e vos anunciará.” (Jo 16:7-14)

Por isso, no Capítulo 14 do Apocalipse, antes da apresentação de símbolos que indicam o advento do Espiritismo (Ap 14:14-20), consta o anúncio da hora do julgamento (Ap 14:1-13). Assim, de que trata esse julgamento que seria desempenhado pelo Espiritismo?  Da restauração dos ensinamentos espirituais superiores, ilustrada pelo resgate da vinha que, produtiva, volta a "fabricar o vinho puro", cabendo lembrar da parábola dos lavradores maus. Refere-se ao julgamento dos desvios em contraste com as verdades anunciadas pelos espíritos, sobretudo no círculo dos assuntos da religiosidade essencial. Em outras palavras, é a luz que julga as trevas.

O estudo do núcleo quiástico e das previsões contidas no texto leva à conclusão de que o Apocalipse é uma revelação geral que compila as mais importantes revelações de presciência da Bíblia, com a exceção, obviamente, da profecia que anunciava a vinda do Messias no plano da carne, que já havia se concretizado antes da psicografia de João.

Nessa etapa da avaliação do objeto do Apocalipse, pode-se compreender a grande revelação na sua integração com o livro de Daniel. A humanidade tem sido preparada para a revelação do Apocalipse desde os tempos mais remotos. E boa parcela da mensagem foi adiantada por meio do livro de Daniel. Conforme já dito, pela esclarecedora síntese de Wallace Oliveira, o Apocalipse é a “continuidade das revelações do livro de Daniel”.[11] No que diz respeito ao objeto do Apocalipse, cabe apenas frisar que a mediunidade de presciência do Cristo anteviu os passos gerais da humanidade muito antes da comunicação mediúnica com João, fato que pode assombrar alguns espiritualistas céticos quanto à amplitude da cognição de espíritos desmaterializados. O fato, entretanto, é que Daniel adianta, com o emprego dos símbolos comentados acima, o roteiro antevisto para as babilônias e para a “penúltima Jerusalém”, aquela que eleva ao cúmulo o desvio dos ensinamentos espirituais. Ainda, Daniel dá a pista de que, no futuro, esses âmbitos – do poder temporal e da religiosidade desviada – se entrelaçariam ao ponto de se confundir. Na linguagem do livro antigo, seriam misturados por casamentos (Dn 2:43). É essa a aparente fusão contida no Capítulo 17 do livro do Apocalipse, como se verá no momento adequado. Igualmente, os registros de Daniel mencionam o período de restauração da humanidade, após a ação dos ensinamentos superiores, conforme a ilustração da pedra (ensinamento parcelar) que se destaca da montanha (Deus) para reduzir a pó as invencionices criadas pelas mãos humanas. Desse conjunto, pode-se perceber que o livro de Daniel prevê traços da grande tribulação e do dia do Senhor.

Pelo ângulo do recorte temporal, viu-se que o Apocalipse diz respeito ao período que medeia entre a comunicação mediúnica com João – de acordo com Emmanuel, “alguns anos antes de terminar o primeiro século”[12] até a fase de mundo feliz ou ditoso. O texto não chega a explorar este último período, apenas consigna vislumbres de suas características gerais. Entre os símbolos e a forma espelhada ao estilo quiástico, existe uma mensagem com início, meio e fim. Por isso é que se pode afirmar pela existência de uma cronologia no Apocalipse, em que pese a forma do espelhamento quiástico que o caracteriza.

Do ângulo temático e em perspectiva ampla, o Apocalipse versa sobre (i) o extenso período de deturpação dos ensinamentos do Cristo, face o predomínio da besta apocalíptica; (ii) o destino da Grande Babilônia, relacionada à cultura ariana que será avaliada oportunamente; (iii) a fase de renovação da humanidade.

Cabe, ainda, destacar, como linhas de fundo a conduzir o Apocalipse de João, a impenitência da civilização moderna e os conflitos ideológicos em torno da personalidade de Jesus. Confira-se, a propósito, a síntese apresentada por Emmanuel no livro A Caminho da Luz:

“Alguns anos antes de terminar o primeiro século, após o advento da nova doutrina, já as forças espirituais operam uma análise da situação amargurosa do mundo, em face do porvir.
Sob a égide de Jesus, estabelecem novas linhas de progresso para a civilização, assinalando os traços iniciais dos países europeus dos tempos modernos. Roma já não representa, então, para o Plano Invisível, senão um foco infeccioso que é preciso neutralizar ou remover. Todas as dádivas do Alto haviam sido desprezadas pela cidade imperial, transformada num vesúvio de paixões e de esgotamentos.
O Divino Mestre chama aos Espaços o Espírito João, que ainda se encontrava preso nos liames da Terra, e o Apóstolo, atônito e aflito, lê a linguagem simbólica do Invisível.
Recomenda-lhe o Senhor que entregue os seus conhecimentos ao planeta como advertência a todas as nações e a todos os povos da Terra, e o velho Apóstolo de Patmos transmite aos seus discípulos as advertências extraordinárias do Apocalipse.
Todos os fatos posteriores à existência de João estão ali previstos. É verdade que frequentemente a descrição apostólica penetra o terreno mais obscuro; vê-se que a sua expressão humana não pode copiar fielmente a expressão divina das suas visões de palpitante interesse para a história da Humanidade. As guerras, as nações futuras, os tormentos porvindouros, o comercialismo, as lutas ideológicas da civilização ocidental, estão ali pormenorizadamente entrevistos. E a figura mais dolorosa, ali relacionada, que ainda hoje se oferece à visão do mundo moderno, é bem aquela da igreja transviada de Roma, simbolizada na besta vestida de púrpura e embriagada com o sangue dos santos.”[13]

Alguns trechos do texto em epígrafe merecem ser comentados. Emmanuel explica que no final do primeiro século as potestades espirituais fizeram uma análise da situação delicada do planeta, diante dos anos que se seguiriam. Este indicado levantamento está em sintonia com os primeiros capítulos do Apocalipse e com o Mane (“contou Deus o teu reino”) do livro de Daniel. Desde o primeiro século os espíritos puderam constatar a lamentável perspectiva de assimilação dos ensinos do Evangelho. Foram, então, estabelecidos novos planos de progresso para a civilização a partir das comunidades situadas na Europa. É muito importante destacar que de acordo com a explicação de Emmanuel Roma já não apresentava relevância para auxiliar as forças espirituais superiores sobre o orbe. Pelo contrário, afigurava-se como um problema. Essa informação indica que não se faz pertinente a correlação do Império Romano com a Grande Babilônia cuja queda foi prenunciada. Na linha do mesmo relato, Jesus esclarece a João que o objetivo do Apocalipse é servir de advertência para a humanidade. O texto também aponta para o recorte temporal acima referido: o Apocalipse trata de eventos posteriores à existência de João. Emmanuel indica, ainda, elementos presentes por detrás da simbologia do Apocalipse: (i) as guerras; (ii) as nações futuras, (iii) os tormentos porvindouros; (iv) o comercialismo; (iv) as lutas ideológicas da civilização ocidental; (v) a igreja transviada de Roma, simbolizada na besta vestida de púrpura e embriagada com o sangue dos santos. Os acontecimentos pontuais encartados no período mais amplo, referido como tempo do fim, fim dos tempos ou fim dos dias, podem ser explicados sinteticamente como a história da humanidade na senda da aceitação ou rejeição à lei de amor exemplificada pelo Cristo. O Livro das Revelações, pois, pode ser resumido como a saga moral de uma coletividade após receber a visita encarnada de seu Cristo Planetário. O Apocalipse, portanto, é o livro que trata do roteiro da humanidade na linha da lei de causa e efeito e à luz de uma específica responsabilidade: a frutificação do Evangelho nos corações de cada indivíduo, a resultar na regeneração da coletividade humana. Recorrendo-se à simbologia da parábola dos lavradores maus (Mt 21:33-46, Mc 12-1-12, Lc 20:9-19), é possível focar o Apocalipse como Jesus, ao lado do Apóstolo João, mostrando-lhe a visão prospectiva da “vinha resgatada”, até os limites do horizonte, no roteiro do crescimento almejado e com a consequente produção dos frutos, na proporção de cem por um (Mc 4:20). O objeto do Apocalipse é a renovação das concepções religiosas do mundo, com a consequente assimilação por parte dos homens, antevista na figura da Nova Jerusalém. E sob a condução de Jesus, o mestre do planeta. Em razão desse magno direcionamento, o Apocalipse centra-se na jornada terrestre em sua última fase, a caminho da luz.

A Bíblia inicia-se pelo livro de Gênesis e nele encontramos referências ao Éden (Gn 2:8, 2:10, 2:15, 3:23, 24, 4:16). Não pretendemos, aqui, exaurir a exegese, mas é curioso notar que a figura do Éden abre e fecha a Bíblia. Dentre os vários sentidos que podem ser atribuídos ao símbolo, constata-se mensagens dos espíritos a indicar: (i) o paraíso perdido e lembranças desse local[14]; (ii) o próprio planeta Terra, considerado em sua pureza e potencialidade[15]; (iii) o futuro da Terra[16]; (iv) a noção de mundos superiores[17]. Não é por outro motivo que Emmanuel revela, no livro A Caminho da Luz, que tradições das raças primevas acerca do paraíso perdido consistiam em reminiscências distantes da parte dos espíritos degredados de um mundo superior, que orbita Capela, e que foram posteriormente gravadas na Bíblia.[18] Percebe-se, portanto, que a essência do símbolo do Éden, segundo o foco da realidade espiritual, é a de mundos superiores. Nesse sentido, compreende-se que o Apocalipse conduz toda a trajetória da Bíblia a um Éden final, que se estabelecerá no planeta, representado pela Nova Jerusalém, que por sua vez corresponde à humanidade redimida. Em outras palavras, a Nova Jerusalém é a Terra em estágio de mundo ditoso, concretizando o Éden. Dessa forma, o Apocalipse é o fecho perfeito da Bíblia. Aquele “paraíso perdido”, positivado no livro da Gênese, representa de fato as lembranças profundas de toda uma coletividade que foi afastada de um mundo em regeneração. Outro “paraíso” será estabelecido aqui, neste planeta, após a assimilação e a concretização dos ensinamentos do Cristo. A Grande Revelação, assim, demonstra a Bíblia de um Éden (= lembrança do mundo anterior) a outro (= Nova Jerusalém) e nesse particular pode-se concluir qual é objeto do Apocalipse segundo o encadeamento dos ciclos gerais previstos nas escrituras.




[1] https://www.saberespiritismo.com/2018/08/apocalipse-segundo-o-espiritismo-uma.html
[2] https://www.saberespiritismo.com/2018/08/apocalipse-segundo-o-espiritismo-uma.html
[3] SIEW, Antoninus King Wai. The war between the two beasts and the two witnesses – a chiastic reading of Revelation 11.1-14.5. London: T&T Clark, 2005, p. 212. HEIL, John Paul. Hebrews: chiastic structures and audience response. Washington: The Catholic Biblical Association of America, 2010, p. 2. LIM, Bo H. The “Way of The Lord” in The Book of Isaiah. New York: T & T Clark, 2010, p. 31.
[4]ANDRADE, Aíla Luzia Pinheiro de. Eis que faço novas todas as coisas – Teologia apocalíptica. 1. ed. São Paulo: Paulinas, 2012, p. 14.
[5] https://www.saberespiritismo.com/2018/08/apocalipse-segundo-o-espiritismo-uma.html
[6] Optou-se, neste trecho do livro de Joel, pela versão em destaque, por apresentar redação clara e referenciais definidos. Igualmente, lê-se na tradução intitulada Complete Jewish Bible, de 1998: “Ahead of them a fire devours, behind them a flame consumes; ahead the land is like Gan-'Eden, behind them a desert waste. From them there is no escape.” (Jl 2:3).
[7] XAVIER, Francisco Cândido. Boa Nova. 20. ed. Brasília: FEB, 2000, cap. 1.
[8] Lembre-se que Allan Kardec desencarnou em 31 de março de 1869.
[9] DE VILLIERS, Pieter Gideon Retief. Prime evil and its many faces in the Book of Revelation. In: Neotestamentica, Vol. 34, Potchefstroom: New Testament Society of Southern Africa, 2000, p. 75.
[10] BAUCKHAM, Richard. The Climax of Prohecy – Studies on the Book of Revelation.1. ed. Edinburgh: T&T Clark, 1993, p. 8, 82, 201.
[11] OLIVEIRA, Wallace S. O Sermão Profético de Jesus – uma visão espírita do final dos tempos. São Paulo: Livrus, 2017, p. 83.
[12] XAVIER, Francisco Cândido. A caminho da luz. 38. ed. Brasília: FEB, 2013, p. 116.
[13] XAVIER, Francisco Cândido. A caminho da luz. 38. ed.Brasília: FEB, 2013, p. 59.
[14] “O Paraíso fechou-se então para a Terra, que se viu insulada no seio do Infinito. Adão ficou sobre o mundo, com a sua descendência amaldiçoada, longe das belezas do éden perdido, e, no lugar onde se encontravam as grandiosidades divinas, não se viu mais que o vácuo levemente azulado da atmosfera.” (XAVIER, Francisco Cândido. Crônicas de Além-Túmulo. 10. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2006, Cap. 22). XAVIER, Francisco Cândido. Falando à Terra. 10. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1980, Cap. 34.
[15] “O mundo, substancialmente, considerado, é o paraíso que jamais se distanciou de nós outros. Seus característicos de paisagem revelam o Éden repleto de árvores, flores e luzes. O planeta, contudo, precisa receber expressões de Deus manifestado nas criaturas.” (XAVIER, Francisco Cândido. Harmonização. 1. ed. São Bernardo do Campo: GEEM, 1990, Cap. 13).
[16] “Que prodigioso éden seria a Terra se cada homem concedesse ao próximo o que lhe deve por justiça!” (XAVIER, Francisco Cândido. Vinha de Luz. 26. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2006, Cap. 150). XAVIER, Francisco Cândido. Falando à Terra. 10. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1980, Cap. 19.
[17] XAVIER, Francisco Cândido. Parnaso de Além-Túmulo.17. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2008, Cap. 54.
[18] XAVIER, Francisco Cândido. A caminho da luz. 38. ed. Brasília: FEB, 2013, p. 31.


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