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sábado, 2 de janeiro de 2016

CRONOLOGIA DOS ROMANCES ROMANOS DE EMMANUEL (Atualizado)




Carlos Henrique Nagipe Assunção
Bacharel em História pela Universidade Augusto Motta

Obs. Em vermelho, os acontecimentos históricos propriamente ditos. Em preto, fatos e personagens relativos os romances mediúnicos.

Antecedentes:

REPÚBLICA

133 a.C. – 123 a.C. Guerra civil durante a República inicia-se com o assassinato dos irmãos Tibério e Caio Graco, políticos que queriam fazer a reforma agrária.
73 a.C. Revolta de escravos liderada por Spartacus.
63 a.C. O general Cneio Pompeu Magno conquista a atual Síria e Israel.
- Conspiração de Lúcio Sérgio Catilina que visava tomar o poder e fazer mudanças políticas.  Quando Catilina abandona Roma por conta do discurso de Cícero, Públio Cornélio Lentulus  ocupa seu poder como líder dos conspiradores na cidade. Planeja o assasinato de Cícero e o incêncio de Roma, mas fracassa. É estrangulado na prisão Mamertina.
49 a 44 a.C. Lutas entre os generais Julio Cesar e Cneio Pompeu. Cesar vence o oponente e torna-se ditador perpétuo. Faz e/ou planeja fazer uma série de mudanças em Roma e na administração das províncias romanas. Cesar é assassinado por uma conspiração de senadores insatisfeitos por terem perdido poder. Cássio e Brutus lideram essa conspiração.
44 a.C. Ao abrir o testamento de Cesar, descobre-se que seu sobrinho neto Caio Otavio  foi declarado seu sucessor.
44 a 30 a.C. Lutas entre Otávio e o general de Cesar, Marco Antonio.
37 a.C. - Os romanos escolhem Herodes o Grande como rei dos judeus, dando-lhe autoridade sobre Judeia, Samaria e Galileia.
30 a.C. Antonio e seu esposa Cleópatra, rainha do Egito, perdem a batalha naval de Actium para Otávio e decidem suicidar-se. O Egito torna-se província romana.
27 a.C. Sem nenhum oponente, Otavio torna-se único soberano do mundo romano. Recebe do Senado o título de Augusto. Inicia-se o que os historiadores modernos chamam de Império, que se poder resumir em uma ditadura exercida pelos imperadores sobre a classe política e o povo.

IMPÉRIO

Dinastia Júlio –Claudiana.

Otávio, dos Julius,  e Lívia Drusila, dos Claudios,  casam-se, selando a união das famílias.

Governo de Otávio Augusto ( 27 a.C. – 14 d.C.) -Nos 41 anos de seu reinado, Otaviano acaba com um século de conflitos e inicia um período de 200 anos de paz e prosperidade, a chamada Pax romana. Faz uma série de reformas na administração do Império:
- Pacificou e consolidou o império;
- Criou a Guarda Pretoriana, soldados de elite com a tarefa de proteger o próprio imperador;
- Transformou o senado em um órgão consultivo e simbólico;
- Reurbanizou e embelezou  a própria cidade de Roma, criando vários edifícios novos como o Forum de Augusto, o Forum de Cesar, o teatro de Marcelo, O Panteon, o templo de Cesar, etc. Ate essa epoca, Roma era bastante desorganizada, com ruelas apertadas, suja e com inúmeros cortiços e edifícios de tijolos. O Aventino, outrora um bairro operário, após as reformas de Otavio, torna-se também região habitada pela elite.
Os romanos dominam a Récia (Suiça atual), Panônia ( Hungria atual, bem como partes da Austria, Croácia, Sérvia, Eslovênia , Eslováquia e Bósnia e Herzegovina), Hispânia (Espanha atual), Germânia (Alemanha atual), Arábia e norte da África.
20 a.C. - Herodes inicia a reconstrução do Templo, em Jerusalém.
-14 ou 13 a.C. – 12 a.C. aproximadamente  - Nascimento de Flamínio Severus.
- 13/9 a.C. - Nascimento de Sálvio Lentulus, esposo de Fúlvia e tio de Públio Lentulus.
- 10/8 a.C. aproximadamente – Nascimento de Calpúrnia.
- 10/8 a.C. aproximadamente - Nascimento de  Fúlvia.
- 5/3 a.C. aproximadamente – Nascimento de André, filho de Gioras.
1 d.C. – Início da era cristã.  Nesta época, o Império tem cerca de 50 milhões de habitantes, num total estimado de 250 milhões em todo o mundo.
- 2 d.C. -  Nascimento de Públio Lentulus, da gens Cornélia.
- 2/6 d.C .aproximadamente – Nascimento de Ana.
- 4/7 d.C.  aproximadamente - Nascimento de  Lívia.
- 6 d.C. - Arquelau é considerado incapaz de governar e é retirado do poder por Augusto.
- 13 ou 14 d.C. aproximadamente – Nascimento de Saul de Gioras.
14 d.C. Com a morte de Augusto, seu enteado Tibério torna-se imperador.
Governo de Tibério (14 d.C. - 37 d.C.) - Reorganizou o exército, criando novas legiões. Estabeleceu limite de despesas em jogos, espetáculos públicos, bem como em móveis de luxo.
- 17/20 aproximadamente – Nascimento de Agripa, filho de Flamínio e Calpúrnia.
- 20 d.C. Nascimento de Plínio Severus, filho de Flamínio e Calpúrnia.
- 24 d.C. Nascimento de Flávia Lentúlia.
26 d.C. Tibério retira-se de Roma e vai habitar na ilha de Capri. Deixa o prefeito Pretoriano Sejano  no governo.
- Tibério nomeia Pilatos, um romano de segunda classe – a dos equestres, para a Prefeitura da Judeia, Samaria, entre outras regiões da Israel atual. Pertencia à família (gens) Pontii, nobres samnitas do sul da Itália. Ele comandava cinco coortes (tropas) de infantaria de 500 a 1.000 homens cada uma, bem como um regimento de possivelmente 500 cavaleiros.
- Possivelmente, Públio Lentulus ocupa o cargo de Consul suffectus (substituto), o que lhe dá condições para exercer cargo de legado nas províncias.
31 d. C. Públio Lentulus e Flamínio Severus, ambos senadores, conversam e decidem que o primeiro assumiria uma Legação livre na Judeia.
- Nascimento de Marcus Lentulus.
- Públio chega à Judeia por volta de abril ou maio.
- Saul de Gioras é preso e escravizado.
- Públio e família instalam-se em uma Villa nos arredores de Cafarnaum.
É descoberta a conspiração de Sejano para retirar Tibério do poder. O conspirador e vários de seus colegas foram julgados e condenados à morte.
Após a execução de Sejano, todos os que colaborassem ou se relacionassem com o senado são julgados e executados e as suas propriedades, confiscadas. Havia membros da família Cornélio Lentulus envolvidos nesta conspiração e pensamos que um dos motivos para Públio Lentulus ir para a Judeia como Legado de honra (Legação livre) é também para evitar complicações para si diante do imperador, tendo em vista o clima de terror que se estabeleceria logo.
32 d. C. Públio encontra Jesus. Flavia cura-se de hanseníase.
-  Desaparecimento de Marcus.
33 d. C. Crucificação de Jesus. Seus discípulos iniciam um culto para lhe preservar a memória. Ana e Lívia aderem a nova comunidade, posteriormente conhecida como “Cristianismo”.
- No mesmo dia da crucificação de Jesus, Públio e Lívia separam-se, mantendo, porém, as aparências do matrimônio.
- No dia seguinte a crucificação de Jesus, Sêmele, a serva que raptou Marcus, morre envenenada por André.
- Cerca de 40 a 50 dias depois da crucificação de Jesus, Públio Lentulus inicia uma viagem a negócios pela província. Lívia, sendo perseguida por Pilatos, decide esconder-se no vale de Siquém, na Samaria, em casa de Simeão (tio de Ana). Sulpício a segue, crucifica Simeão e, em seguida, por conta de um acidente, morre.
36 d.C. - Em 35  Pilatos trucida um grande número de samaritanos, os quais, consequentemente, protestam ao seu superior, Vitélio, governador provincial da Síria, que destitui Pilatos e o envia a Roma para se desculpar com o imperador.
37 d.C. Com a morte de Tibério, Caio Calígula, seu sobrinho-neto,  torna-se imperador.
Governo de Calígula (37 d.C - 41 d. C.) - Os primeiros tempos de seu reinado são generosos para com a plebe e o exército. Perdoa os que haviam sido acusados de traição da época de Tibério e chama os exilados de volta a Roma. Cai gravemente enfermo em outubro de 37. Recupera-se, mas sua saúde mental fica abalada. Ordena o assassinato de várias pessoas que fizeram voto aos deuses pela sua recuperação. Ordena tambem que sua esposa, seu sogro e seu primo Gemelo se suicidem.
38 d.C. - Pilatos cai em desgraça junto ao imperador Calígula. Exilado em Viena (França atual), suicida-se.
40 d.C. Calígula passa a considerar-se um deus encarnado. Ele transforma seu cavalo Incitatus em senador e manda esculpir sua própria cabeça em todas as estátuas de deuses de Roma.
-Apesar da mudança de governo, Públio Lentulus permanece em Israel, com todas as regalias e privilégios políticos.
- Lívia ampara, com sua fortuna pessoal, o Cristianismo nascente, em Israel.
41 d.C. Calígula é assassinado e a Guarda Pretoriana proclama seu tio Claudio como imperador.  Durante seu governo, Anexa a Trácia (partes da Romênia, Moldávia, Turquia e Bulgária atuais), Panfília (parte da Turquia atual), Lícia (parte de Turquia atual) e Nórica (partes da Áustria, Croácia e Sérvia atuais). Grande administrador e, em sua administração, o Império Romano assiste a construção de inúmeras obras, tanto na capital quanto nas províncias. Em Roma, constrói dois novos aquedutos: o acqua Claudia e o Anio Novus. Restarurou o acqua Virgo. Constrói canais e estradas por toda a Itália e pelas províncias. Constrói ainda um canal ligando Roma a Portus, o novo porto próximo a cidade de Óstia (Itália). Incrementa a quantidade de terra disponível para agricultura na Itália. Empenha-se em agradar o Senador, o que não impediu que senadores hostis conspirassem.
43 d.C. a Bretanha (Inglaterra atual) é dominada pelos romanos.
46 d.C. – Públio Lentulus e a família retornam a Roma. Flamínio morre.
47 d.C. – Agripa Severus vai para as Gálias. Casamento de Flávia e Plínio Severus.
- Casamento de Aurélia e Emiliano Lucius.
49 d.C. – Morre Sálvio Lentulus.
53 d.C – Fúlvia, acamada e sofrendo de câncer generalizado há mais de um ano, é envenenada pela filha Aurélia e morre.
54 d.C. Claudio é envenenado por sua sobrinha e esposa Agripina menor. Com o apoio da Guarda Pretoriana, seu filho Nero torna-se imperador aos 16 anos de idade. Nos primeiros tempos de seu governo, foi auxiliado pelo filósofo Sêneca, pelo Prefeito Pretoriano Sexto Afranio e por sua própria mãe, administrando bem o Império  Contudo, surgiram problemas devido á competição entre a influência de Agripina e de seus acessores.
56 d.C. – Britanicus, filho legítimo de Claudio, é envenenado por ordem de Nero e morre.
56 ou 57 d. C. – Perseguições políticas a Emiliano Lucius, sendo inclusive ameaçado de banimento ou execução por parte das autoridades imperiais intimamente ligadas a Nero. Após encontrar Plínio e Aurélia em ato sexual dentro de seu próprio lar, suicida-se, tomando cicuta.
- 56 d.C. nascimento de Cneio Lucius.
- 58 d.C. – Morte de Calpúrnia.
- 59 – 61 d. C. Nascimento de Lésio Munácio (futuro Irmão Marinho).
- Morte de Lívia, no Circo Máximo, em meio a uma pré-perseguição de Nero ao Cristianismo.
- Plínio abandona o lar e vai para as Gálias com Aurélia. Posteriormente, esta é esfaqueada por um amante.
- Flávia perde a visão.
- Morte de Agripa Severus.
- Morte de Saul de Gioras.
60 d.C. Rebelião de Boudica na Inglaterra.
62 d.C. Começam as tensões entre Nero e o senadores. O imperador, que prometera devolver todos os poderes ao Senado, tal qual na época republicana, inversamente, tenta usurpar progressivamente suas prerrogativas.
64 d.C. Segundo a Historiografia oficial, Nero, querendo fazer uma reurbanização de Roma, incendiou-a, pondo a culpa nos cristãos. Tal fato iniciou as perseguições aos discípulos de Jesus, acusados de tramar contra Roma. Passam a ser incendiados em postes, devorados por leões, etc.
- Nero constrói a Domus Aurea, complexo de prédio magníficos, cuja entrada era guardada por uma estátua sua, em bronze,  de mais de 30 metros de altura.
66 d. C. Inicia-se a revolta Judaica contra Roma. A crescente indignação estourou em franca revolta quando, após muitas arbitrariedades, o procurador romano da Judeia. Géssio Floro confiscou dezessete talentos do tesouro do Templo de Jerusalém. Depois de ser escarnecido pelos judeus, Floro entregou uma parte de Jerusalém para que fosse saqueada e crucificou alguns homens importantes. Os judeus tomam  Jerusalém e a revolta espalha-se por outras partes da província. Entre os principais líderes estão Simão de Gioras, Yohanan mi-Gush, Eleazar bem Simão e Eleazar bem Ya’ir.
- O general Vespasiano é chamado por Nero para conter a revolta.
67 d.C. Revolta de Vindex, governador da Gália Lugdunense, contra a política fiscal de Nero.
68 d.C. Nero é declarado inimigo público pelo Senado. Suicida-se.
68-69 d.C. Lutas entre Galba/ Oton/ Vitélio pelo cargo de Cesar. Nenhum deles consegue consolidar-se no poder supremo de Roma. No oriente, o general Vespasiano, ocupado coma pacificação da Revolução Judaica, é proclamado imperador. Marcha sobre Roma. Vitélio é assassinado por soldados de Vespasiano.

Dinastia Flaviana.

A família (gens) Flaviana era de origem modesta e atingira a classe senatorial na época dos imperadores julio-claudianos.
Governo de Vespasiano (69 – 78 d.C.) . Este az reformas financeiras em Roma, a fim de recuperar o tesouro, esgotado por Nero. Reestruturou as ordens senatorial e equestre, tirando de seus inimigos as suas posições de poder e substituindo-os pelos seus aliados.
70 d.C. Jerusalém e sitiada pelas tropas romanas comandadas por Tito, filho do imperador, e destruída; milhares morrem. Os líderes judeus são levados a Roma para serem executados.
- Públio Lentulus e o senador Pompílio Crasso são enviados para auxiliar Tito no cerco de Jerusalém.
- Públio Lentulus e Pompílio Crasso são capturados por revoltosos judeus. Levados a André, este ordena que o primeira fique cego e que o segundo tenha o coração arrancado.
- André de Gioras, um dos cabecilhas da revolta,  é capturado em Jerusalém
- Com os tesouros do Templo e contando com judeus escravizados na guerra, Vespasiano constrói, no lugar da Domus Aurea, um anfiteatro que seria o maior do mundo romano. Posteriormente, o Anfiteatro Flaviano ficaria conhecido como Coliseu.
Construiu ainda o Fórum da paz, a fim de guardar as relíquias de guerra conquistadas aos povos inimigos. Para lá são levadas as relíquias de Templo de Jerusalém.
73 d.C. Fim da guerra judaica. Festa triunfal em Roma. Os líderes são executados. Os judeus emigram para a Armênia, o Iraque, o Irã, o Egito, a península Itálica, a Grécia e a península Ibérica.
- André de Gioras, é executado em Roma. Seu cadáver foi atirado no rio Tibre. Após, Públio Lentulus retira-se para sua Villa em Pompeia, juntamente com Ana.
78 d.C. Morre Vespasiano, sendo sucedido por seu filho Tito.
79 d.C. Erupção de Vesúvio destrói e soterra as cidades de Pompeia, Oplontis, Herculanum e Stabias. Pompeia foi apagada da História romana e só foi redescoberta em 1748.
- Plínio volta a procurar Flávia.
- Ana, Flavia, Plínio e Públio Lentulus morrem na erupção do Vesúvio.
80 d.C. O Anfiteatro Flaviano é inaugurado.
81 d.C. Morre Tito, sendo sucedido por seu irmão Domiciano.
- 86 d.C. aproximadamente – Nasce Nestório, a reencarnação de Públio Lentulus.
- 89 d.C. Nascimento de Claudia Sabina.
- 91 d.C. Nascimento de Helvídio Lucius.
- 93 d.C. Nascimento de Alba Lucínia.
96 d.C. Domiciano é assassinado.

Dinastia Antonina

Nesta época, o Império atinge sua máxima extensão. Também é reconhecido como um período de paz e prosperidade, apesar de alguns problemas.
96 d.C. Nerva é proclamado imperador.
 - Nascimento de Caio Fabricius.
98 d.C. Trajano é proclamado imperador.
101 d.C. 1ª guerra contra a Dácia (atual Romênia).
103 d.C. Guerra contra o Império Parta. Armênia, Assíria e Mesopotâmia são anexadas ao Império Romano.
105-106 d.C. 2º guerra contra Dácia, que, derrotada, é anexada ao Império Romano.
-109 d.C. Nascimento de Ciro, filho de Nestório.
- 109 -110 d.C. aproximadamente. Matrimônio de Helvídio Lucius e Alba Lucínia, filha de Júlia Spinther e de Fábio Cornélio.
- 111 d.C. aproximadamente. Nascimento de Helvídia, filha mais velha de Helvídio e Alba.
- Nascimento de Silano Plautius, fruto de caso extra-conjugal de Helvídio com Claudia Sabina. Esta abandona o filho na porta de Cneio Lucius, pai de Helvidio e avô do recém-nascido.
- 113 d.C. Nascimento de Célia, filha mais nova de Helvídio e Alba.
- Lésio Munácio, acusado de crimes, é salvo por Cneio Lucius. Ele e um grupo de cristãos decidem fundar um retiro nos arredores de Alexandria. Lésio torna-se Irmão Marinho.
115- 116 d.C. Segunda revolta judaica contra Roma.
117 d.C. Trajano morre, sendo sucedido por Élio Adriano. Este abandona a política de expansão de seu antecessor, preocupando-se em internamente o Império.
122 d.C. Adriano manda construir uma muralha na Inglaterra, a fim de proteger o Império de invasões.
- 129 d.C. Helvídio adquire o escravo Ciro. Ele e  Célia, filha do seu senhor, se apaixonam.
130-131 d.C. Viagem de Adriano pelo Oriente. O imperador decide reconstruir Jerusalém como Élia Capitolina.
- 130 d.C. Helvidio descobre a intimidade entre Ciro e Célia; tortura o escravo e expulsa.
- 131 d.C. Em Esmirna, Caio Fabricius dá de presente ao amigo Helvídio Lucius o escravo Nestório. Estabelecem-se em Roma. Hatéria, mulher da plebe, é instalada como serva na casa de Helvídio.
- Nestório aluga um apartamento em uma Insula, próxima da Porta Salária.
-Nestório prega em uma catacumba próxima da Porta Nomentana. Celía está assistindo. Ciro reencontra ambos. No dia seguinte, pai e filho são presos.
-Casamento de Helvídia e Caio. Vão residir em Cápua.
- Martirio de Ciro e Nestório no anfiteatro Flaviano (atual Coliseu).
-Antes do inverno, o imperador Adriano parte em viagem para Grécia, acompanhado de sua comitiva (entre os quais estão Helvídio e Claudia). O objetivo é transportas relíquias gregas para a sua vila em Tibur.
132 d.C. Terceira revolta judaica contra Roma.
- 132 d.C.  Irmão Marinho retorna a Itália para buscar a filha (Lésia).
- 133 d.C. Morte de Cneio Lucius.
- Retorno do imperador Adriano, de Helvídio e Claudia à Roma.
- Juntamente com Hatéria, Claudia arma um plano para separar Helvídio de Alba, colocando um bebê ao lado desta na cama. Célia intervém e pega o bebê para si.
- Célia é expulsa de casa. Passa a noite, com o bebê, na casa de uma pobre família cristã, num subúrbio do outro lado do rio Tibre.
- Morte de Júlia Spinther, mãe de Alba Lucínia.
- Célia viaja em companhia de Júnio, filho do casal que a hospedara, para Cápua, a fim de encontrar sua irmã e o cunhado. Em Velitrae, ela foge com medo de ser violentada. Andando com o bebê, passa pela vila de Cora, onde aproveita a carona de um senhor. Passa por Forápio, Anxur (atual Terracina). Daí, anda até Sperlonga, onde encontra Caio, que a renega. Busca abrigo na Gruta de Tibério, onde o avô lhe aparece e fala que o bebê é Ciro renascido.
- No dia seguinte, atinge Fondi, onde conhece o Irmão Marinho, velho cristão que vivia em uma choupana nos arredores da cidade. Este a adota como filha. O bebê falece.
- Morte de Irmão Marinho. Célia traveste-se de homem, tornando-se “filho adotivo”, sob o nome de Marinho, o jovem. Vai para Alexandria, a fim de viver no retiro, fundado pelo pai.
135 d.C. Fim da terceira revolta contra Roma.
138 d.C. Morte de Adriano, que é sucedido por Antonino Pio.
- 145 d.C. Hatéria retorna Roma e revela a trama de Claudia, ao mesmo tempo em que inocenta Célia. Fábio Cornelio manda executar Claudia. Alba Lucínia, Fábio Cornelio e Silano Plautius morrem.
- Hatéria é assassinada durante um assalto, em Roma.
- Helvídio torna-se cristão. Viaja para Alexandria a fim de conhecer Marinho, o jovem.
- Helvídio retorna Roma e inicia a sua redenção, pedindo perdão aos inimigos, doando parte dos bens aos pobres e etc.
-146 d.C. Helvídio, doente, retorna a Alexandria, descobre que Marinho é sua filha Célia e falece. Célia falece. Os monges descobrem a sua verdadeira identidade.
-146 – 147 d.C. aproxidamente. Nascimento do Irmão Corvino.
161 d.C. Morte de  Antonino Pio, que é sucedido por Marco Aurélio e Lucio Vero.
166 – 167 d.C. Tribos germânicas atravessam o rio Danúbio e marcham até o norte da Itália. No ano seguinte, Marco Aurélio reage a esta invasão.
169 d.C.  Morre Lucio Vero de peste, enquanto estava em campanha contra os partos. Marco Aurélio governa sozinha.
- 177 d.C. Martírio de cristãos em Lugdunum (atual Lyon, na França), entre os quais estão Epágato, Santo, Blandina, Potino e Átalo de Pérgamo. Corvino sobrevive.
180 d.C. Morre Marco Aurélio, sendo sucedido por seu filho Comodus.
- Os personagens de 50 anos depois reencarnados, exceto Célia, chamada ao plano superior.  Provavelmente, Caio Fabricius e Helvídio ainda vivem e estão idosos.
- 180 / 181 d.C. Nascimento de Basílio (Nestório reencarnado).
-188 -190 d.C. Nascimento de Opílio Vetúrio.
192 d.C. Um gladiador e nome Narciso estrangula o imperador Comodus.
192 -193 d.C. Pertinax é proclamado imperador pela Guarda Pretoriana, sendo assassinado em março de 193. Dídio Juliano é proclamado imperador.

Dinastia dos Severus

193 d.C. Sétimo Severus é proclamado imperador por suas tropas e marcha para a Itália. Juliano é assassinado, após poucos meses de governo.
197 d.C. Triunfo de Sétimo Severus. O espírito Quinto Varro aparece ao seu filho Taciano, igualmente desencarnado, mas em dolorosa situação espiritual. Anuncia que passarão por uma nova encarnação.
198 – 200 d.C. Nascimento de Quinto Varro.
202-203 d.C. Nascimento de Cíntia.
211 d.C. Morte de Sétimo Severus, sendo sucedido por seus dois filhos: Caracala e Geta.
211 d.C. Caracala manda assassinar o irmão, a fim de governar sozinho o Império.
212 d.C. Um edito de Caracala dá cidadania romana a todos os habitantes livres do Império.
-215 d. C. – Nasce Anacleta, futura governanta da residência de Opílio.
- 216 d. C. Nasce Taciano, filho de Quinto Varro e Cíntia.
-Nascem os  gêmeos, Helena e Galba, filhos de Opílio Vetúrio e Heliodora. Pouco depois, esta falece, deixando Opílio viúvo.
217 d.C. Caracala é assassinado pelo Prefeito Pretoriano Macrino, que toma o poder.
- Irmão Corvino chega a Roma.
- Após chegar de uma reunião cristã, Varro descobre que sua esposa o trai com o seu patrão, o patrício Opílio Vetúrio.
- Desliga-se do trabalho com Vetúrio e candidata-se a outro, junto ao pretor Galo. Em um navio a caminho de Cartago, Irmão Corvino é assassinado por um velho soldado chamado Flávio Súbrio. Este lhe poupa a vida, mas pede que modifique o nome e guarde segredo sobre o fato. Varro vai para Lyon, onde toma o nome de Irmão Corvino, o jovem.
218 d.C. Elagabalo é proclamado imperador pelas tropas orientais. Macrino é assassinado.
222 d.C. Elagabalo e a mãe são assassinado pela Guarda Pretoriano.  Severo Alexandre é proclamado imperador.
- 233 d.C. Helena dá luz à Lívia, em Chipre. Esta é filha de um soldado falecido. Lívia é abandonada e criada por Basílio.
- Taciano vai cuidar das terras de Opílio em Lugdunum (Lyon). Chega muito doente e é cuidado por Corvino.
- Morte de Silvano, criança de 5 anos de idade protegido de Corvino. Taciano foi seu executor.
235 d.C. Severo Alexandre é assassinado. Fim da Dinastia dos Severus.

Anarquia militar

Período de grande confusão política, militar e econômica para o Império Romano, caracterizado por uma série de imperadores de vida curta, vários usurpadores, invasões bárbaras, pestes, caos administrativo e invasão desenfreada.
235 d.C. Governo de Maximino Trácio.
-  Taciano e Helena se casam, em Lugdunum.
 - Morte de Rufo, servo da propriedade de Vetúrio em Lugdunum (Lyon).
- Morte de Cíntia.
- Morte de Quinto Varro. Flávio Súbrio revela toda verdade a Taciano e,depois, suicida-se.
- Nascimento de Lucila, filha mais velha de Taciano e Helena.
238 d.C. Governo de Gordiano I e II.
238 d.C. Governo de Balbino e Pupieno.
238 d.C. Governo de Gordiano III.
-243 d.C. Nasce de Blandina, filha mais nova de Taciano e Helena.
244 d.C. Governo de Filipe, o árabe.
- 245 d.C. Nasce Celso, filho de Hortênsia.
249 d.C. Governo de Décio. Este imperador culpou aos cristãos pelos problemas do Império, iniciando uma perseguição universal.
-250 d.C. Taciano e Blandina conhecem Basílio e Lívia.
251 d.C. Governo de Treboniano Galo.
- 252 d. C. Basílio, Lívia e outros cristãos de Lyon são presos. Todos são executados, exceto Lívia que fica cega e é abandonada em Drépano.
-Lívia é protegida por Hortênsia e seu filho Celso.
- Morte de Hortênsia.
253 d.C. Governo de Emiliano.
253 d.C. Governo de Valeriano.
- 256 d.C.  Lucila e Galba se casam.
-  Durante uma viagem a Baias, Taciano e Blandina reencontram Lívia agonizante.  Helena reconhece nela a filha abandonada.
-Lívia morre. Helena suicida-se.
- Vetúrio, à beira da morte, decide vender suas propriedades na Gália (atual França). Taciano, Blandina e Celso vão residir na antiga chácara de Basílio.
- Taciano torna-se condutor de bigas, em Lugdunum.
- 257 d.C. Morte de Opílio Vetúrio.
- 259 d.C. Morte de Galba.
-Anacleta volta à Chipre, sua terra natal.
- 259 d.C. Morte de Blandina.
- 260 d.C. Taciano, juntamente com Celso, vai a Roma pedir auxilia à sua filha Lucila. Ambos são presos e martirizados no Anfiteatro Flaviano (atual Coliseu).

Obs. No fim do terceiro século, dos 60 milhões de habitantes de império, 15 milhões eram cristãos (25% da população escrava, plebeia e até parte da elite, sobretudo em Roma).