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sábado, 1 de junho de 2013

O PENSAMENTO DO ESPÍRITO DE EMMANUEL (1)



Prezados amigos, estamos começando mais uma série de trabalhos onde procuraremos apresentar O MELHOR do pensamento do Cristo, do Emmanuel, do André Luiz, dos grandes cientistas, dos grandes filósofos, da codificação de Kardec. Todos podem colaborar com a construção desse trabalho nos enviando os melhores textos, frases e citações, referentes a eles, e indicando as fontes de referência. A colaboração de cada um será citada nominalmente nas publicações. Começaremos este trabalho então com a apresentação do pensamento do Emmanuel.





chico xavier - emmanuel
Livro Emmanuel
Vejam esta pergunta que foi feita ao Emmanuel, pergunta que está no livro  "EMMANUEL" psicografado pelo Chico Xavier em 1938, na página 171, terceiro parágrafo:
  
Pergunta: Todos nós temos consciência dos princípios de unidade e variação, ou de universalidade e individualidade, que funcionam juntos em nosso mundo. Onde se encontra o ponto de interação, ou lugar de reunião desses dois termos opostos?

Resposta do Emmanuel:  Se temos aí consciência dos princípios de unidade e variação, ainda aqui os observamos, sem haver descoberto o seu ponto íntimo de união.
 Todavia, o princípio soberano de unidade absorve todas as variações, crendo nós que, sem perdermos a consciência individual no transcurso dos milênios, chegaremos a reunir-nos no GRANDE PRINCÍPIO DA UNIDADE, que é a PERFEIÇÃO. 


Esta resposta do Emmanuel nos faz concluir que tudo (e todos) faz parte de uma coisa só, que só existe UMA COISA SÓ, A ESSÊNCIA DIVINA, DEUS, e nós seríamos expressões, efeitos, variações, DESTA COISA ÚNICA. Não é à toa que os Espíritos nos falam que tudo que existe no mundo espiritual e no nosso mundo físico são transformações, apresentações variadas, expressões diversas, do FLUÍDO CÓSMICO UNIVERSAL, o HÁLITO DIVINO.


SOBRE O TEMPO E O ESPAÇO



Esta pergunta está na página 171 do mesmo livro citado acima.

Pergunta – O espaço e o tempo serão apenas formas viciosas do intelecto, ou terão uma expressão objetiva no esquema da realidade pura? E, neste último caso, quais serão as relações fundamentais entre espaço e tempo?

Resposta    No  esquema  das  realidades  eternas  e  absolutas,  tempo  e espaço não  têm expressões  objetivas;  se são propriamente formas viciosas do vosso intelecto, elas são precisas ao homem como expressões  de controle dos fenômenos da sua existência. As figuras, em cada plano de aperfeiçoamento da vida, são correspondentes à organização através da qual o Espírito se manifesta.



Quando Emmanuel diz que "No  esquema  das  realidades  eternas  e  absolutas,  tempo  e espaço não  têm expressões  objetivas", ele de certa forma está dizendo que tanto o espaço como o tempo são na verdade efeitos e fenômenos secundários e ilusórios mas necessários para o nosso momento e processo evolutivo. O que fundamenta esta possibilidade na física é o salto quântico que o elétron faz no interior do átomo onde ele instantaneamente salta de um nível de energia para o outro sem atravessar a região de espaço que separa os dois, o que nos faz questionar a realidade do espaço pois ele é um elemento separador que separa espacialmente uma coisa da outra e no caso o salto de um nível de energia atômico para outro se dá de forma instantânea o que nos faz questionar a realidade do espaço. Também a Não Localidade e o emaranhamento quântico são outras descobertas da Mecânica quântica que nos fazem questionar a realidade do espaço, pois a Não Localidade e o emaranhamento quântico nos mostram que, possivelmente, tudo faz parte de um único todo instantaneamente interconectado, interligado, com tudo. Instantaneidade implica em Totalidade sem real separação e novamente o conceito de espaço, como um elemento separador que separa as coisas, deixa de ser real, verdadeiro, deixa de ter sentido no caso, passando a ser somente um efeito "ilusório" de segunda ordem.


SOBRE O ESPÍRITO E  A MATÉRIA


Pergunta – Será licito considerar-se espírito e matéria como dois estados alotrópicos de um    elemento  primordial,  de  maneira  a  obter-se  a  conciliação  das  duas  escolas perpetuamente  em  luta,  dualista  e  monista,  chegando-se  a  uma  concepção  unitária  do Universo?


Resposta    É  licito  considerar-se  espírito  e  matéria  como  estados  diversos  de  UMA ESSÊNCIA  IMUTÁVEL,  chegando-se  dessa  forma  a  estabelecer  a  UNIDADE SUBSTANCIAL  do Universo.  Dentro, porém, desse monismo físico-psíquico, perfeitamente conciliável com a doutrina dualista, faz-se preciso considerar a matéria como o estado negativo e o espírito como  o  estado  positivo  dessa  SUBSTÂNCIA.  O  ponto  de  integração  dos  dois  elementos estreitamente  unidos  em  todos  os  planos  do  nosso  relativo  conhecimento,  ainda  não  o encontramos.
A  ciência  terrena,  no  estudo  das  vibrações,  chegará a conceber a  UNIDADE de todas as forças físicas e psíquicas do Universo. O homem, porém, terá sempre um limite nas suas investigações sobre a matéria e o movimento. Esse limite é determinado por leis sábias e justas, mas, cientificamente poderemos classificar esse estado inibitório como oriundo da estrutura do seu olho e da insuficiência das suas faculdades sensoriais.

Novamente aqui Emmanuel fala da UNIDADE, do UNO, a qual implica na TOTALIDADE, na UNICIDADE.

(A Ciência já está chegando aos poucos a conceber a UNIDADE de todas as forças físicas, processo que se aprofundou com os estudos de Einstein relacionados à Teoria do Campo Unificado e se expressa mais fortemente nas atuais GUTs, teorias que buscam unificar as forças, e nas outras teorias de Simetrias e de Unificações).



Trazemos também, para completar a nossa reflexão, um pedaço do importante prefácio que Emmanuel escreveu no livro “Nos Domínios da Mediunidade,” psicografado pelo espírito André Luiz através do médium Chico Xavier:

“Químicos e físicos, geômetras e matemáticos, erguidos à condição de investigadores da verdade, são hoje, sem o desejarem, sacerdotes do Espírito, porque, como conseqüência de seus porfiados estudos, o materialismo e o ateísmo serão compelidos a desaparecer, por falta de matéria, a base que lhes assegurava as especulações negativistas. (faço aqui a observação que o que o Emmanuel quis dizer com por falta de matéria, é que a física moderna "desmaterializou" a matéria, que hoje é entendida como uma quase total abstração, como uma "imaterialidade").

Os laboratórios são templos em que a inteligência é concitada ao serviço de Deus, e, ainda mesmo quando a cerebração se perverte, transitoriamente subornada pela hegemonia política, geradora de guerras, o progresso da Ciência, como conquista divina, permanece na exaltação do bem, rumo a glorioso porvir.

O futuro pertence ao Espírito!

Semelhantes verdades não permanecerão semi-ocultas em 
nossos santuários de fé. Irradiar-se-ão dos templos da Ciência 
como equações matemáticas. 

Todavia, o que destacamos por mais alto em suas páginas é a 
necessidade do Cristo no coração e na consciência, para que não 
estejamos desorientados ao toque dos fenômenos. 

Sem noção de responsabilidade, sem devoção à prática do 
bem, sem amor ao estudo e sem esforço perseverante em nosso 
próprio burilamento moral, é impraticável a peregrinação libertadora para os Cimos da Vida." 


Relembramos aqui a sempre inteligente, profunda e ponderada reflexão de Emmanuel

- Pergunta feita ao Emmanuel:

Apresentando o Espiritismo, na sua feição de Consolador prometido pelo Cristo, três aspectos diferentes: científico, filosófico, religioso, qual desses o maior?

-Resposta do Emmanuel:

“Podemos tomar o Espiritismo, simbolizado desse modo, como um triângulo de forças espirituais. “A ciência e a Filosofia vinculam à Terra essa figura simbólica, porém, a Religião é o ângulo divino que a liga ao céu. No seu aspecto científico e filosófico, a doutrina será sempre um campo nobre de investigações humanas, como outros movimentos coletivos, de natureza intelectual, que visam o aperfeiçoamento da Humanidade. No aspecto religioso, todavia, repousa a sua grandeza divina, por constituir a restauração do Evangelho de Jesus-Cristo, estabelecendo a renovação definitiva do homem, para a grandeza do seu imenso futuro espiritual”. ( Emmanuel, prefácio de “O Consolador”).


Compreendemos então a importância da ciência, como também da filosofia, como ferramentas para nos ajudarem no nosso processo de religação com Deus, na estruturação deste importante triângulo de forças, e vemos que a religião é a parte principal e mais importante deste processo, desta figura, e que tanto a ciência, como a filosofia, nos ajudam a compreender este processo e a caminharmos na direção dele de forma mais eficaz e efetiva, bem como a estruturá-lo. Emmanuel ainda diz:

“O Espiritismo – renascença do Espelho de Nosso Senhor Jesus Cristo – é uma Doutrina Racional, sem quistos dogmáticos que lhe deformem o corpo de revelações simples e puras, brilhando por luminoso caminho de aperfeiçoamento das almas e assimilando, sem resistência, todas as conquistas filosóficas e científicas da Humanidade”. ( Emmanuel, livro Chico Xavier Inédito, página 121).

“A Ciência – matriz do progresso – será sempre, no mundo, a interrogação vestida de luz, entesourando experiências, diante da verdade”. (EMMANUEL)

 "O Cristo não estabelece linhas divisórias entre o templo e a oficina. Toda a Terra é seu altar de oração e seu campo de trabalho, ao mesmo tempo. Por louvá-lo nas igrejas e menoscabá-lo nas ruas é que temos
naufragado mil vezes, por nossa própria culpa. Todos os lugares, portanto, podem ser consagrados ao serviço divino." (Emmanuel, no livro "Caminho, Verdade e Vida")  ( CONCLUÍMOS COM ESTE TEXTO
DO EMMANUEL, QUE NÃO HÁ SEPARAÇÃO NO TRABALHO DO CRISTO, TANTO A CIÊNCIA COMO A RELIGIÃO SÃO OFICINAS DO CRISTO E FAZEM PARTE DA SUA OBRA, SÃO FERRAMENTAS DE CONSTRUÇÃO DA SUA OBRA, FAZEM PARTE DO SERVIÇO DIVINO, NÃO HÁ SEPARAÇÃO VERDADEIRA ENTRE AS DUAS EM ÚLTIMA ANÁLISE) (esse pequeno texto, imediatamente acima é uma contribuição do colaborador Tales Argolo)


Dauro Mendes